Analgésicos liberados, com indicação

Pesquisadores investigaram a segurança de medicamentos na gestação  -  (crédito: Derrick Coetzee/Divulgação )
Pesquisadores investigaram a segurança de medicamentos na gestação - (crédito: Derrick Coetzee/Divulgação )

Medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (Aines), como ibuprofeno e naproxeno, tomados durante o primeiro trimestre da gravidez não estão associados a um risco aumentado de malformações congênitas graves, de acordo com um estudo publicado na revista PloS Medicine. A autora é Sharon Daniel, da Universidade Ben-Gurion do Negev, em Israel.

Dor e febre são comuns no início da gravidez e as opções para controlá-las têm sido limitadas. Estudos levantaram preocupações quanto à segurança do paracetamol, enquanto os dados sobre a segurança dos Aines — que incluem medicamentos amplamente utilizados como ibuprofeno, diclofenaco e naproxeno — permanecem inconclusivos.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O CORREIO BRAZILIENSE NOGoogle Discover IconGoogle Discover SIGA O CB NOGoogle Discover IconGoogle Discover

O novo estudo utilizou dados do Registro de Gravidez do Sul de Israel (SiPreg) para analisar 264.858 gestações únicas entre 1998 e 2018, das quais 20.202 (7,6%) foram expostas a Aines durante o primeiro trimestre — mais comumente ibuprofeno (5,1%), diclofenaco (1,6%) e naproxeno (1,2%). Malformações congênitas graves foram identificadas a partir de registros clínicos, de internação e de interrupção da gravidez. Os pesquisadores ajustaram os riscos para características maternas e da gravidez, incluindo idade materna, etnia, diabetes, obesidade, uso de ácido fólico e o motivo do uso de Aines.

Comparação 

A exposição a Aines não foi associada a malformações congênitas graves em geral (8,2% vs. 7% em gestações não expostas), nem a problemas em sistemas orgânicos específicos, incluindo os sistemas cardiovascular, musculoesquelético, nervoso central, gastrointestinal e geniturinário. Nenhuma associação foi observada para qualquer medicamento individual, e as análises de dose-resposta não encontraram nenhuma ligação significativa entre a exposição cumulativa a Aines e o risco de defeitos congênitos.

"Nossos resultados fornecem evidências tranquilizadoras de que o uso de Aines no início da gravidez não está associado a malformações congênitas graves", afirmam os autores. "Essas descobertas podem ajudar tanto gestantes quanto médicos a tomarem decisões informadas sobre o controle da dor e da febre no início da gravidez." Segundo Sharon Daniel, o banco de dados usado para o estudo traz um registro amplo de gravidez em Israel e monitora o uso de medicamentos na gestação, aumentando a confiabilidade dos resultados.

  • Google Discover Icon
Por
postado em 15/05/2026 05:05
x