O jornalista e apresentador Chico Pinheiro revelou, nesta segunda-feira (11/5), que foi diagnosticado com câncer de intestino. A doença, segundo o Instituto Nacional do Câncer, é o terceiro tipo de câncer mais comum no Brasil, estimando-se mais de 45 mil novos casos por ano no país.
O oncologista e membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) Márcio Almeida explica que o câncer de intestino se caracteriza pelo desenvolvimento de um tumor no intestino grosso (cólon) ou no reto.
“Na maioria das vezes, ele começa como um pólipo, que é uma lesão benigna, e pode evoluir lentamente para câncer ao longo dos anos”, afirma. “Ele age crescendo na parede do intestino e pode causar sintomas como alteração do hábito intestinal, sangramento nas fezes e anemia”. A doença pode se espalhar para outros órgãos, principalmente fígado e pulmão, nas fases mais avançadas.
De acordo com dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS, em 2022, 95.953 pessoas foram internadas no Brasil em decorrência do câncer de intestino. Entre os pacientes, 51,4% eram homens e 48,6% eram mulheres.
Como surge e como é tratado
Márcio Almeida aponta que o câncer surge a partir do acúmulo de alterações genéticas ao longo do tempo. “Na maioria dos casos, o desenvolvimento é lento, o que permite prevenção e diagnóstico precoce por meio de exames”, afirma.
Segundo o oncologista, pessoas com mais de 50 anos e com histórico familiar estão entre o grupo de risco para a doença. O estilo de vida também é motivo de atenção: alimentação rica em carnes processadas e pobre em fibras, sedentarismo e obesidade, além de tabagismo e consumo de álcool são fatores de risco.
O tratamento depende do estágio da doença. “Nos estágios iniciais, a cirurgia pode ser suficiente e tem alta chance de cura”, explica. “Em casos intermediários, pode ser necessário associar a quimioterapia. Na doença avançada, o tratamento pode incluir quimioterapia, terapias-alvo e imunoterapia, com o objetivo de controlar a doença e prolongar a sobrevida”.
Principais sintomas
Um dos sinais mais comuns para a doença é o aparecimento persistente de sangue nas fezes. As mudanças no funcionamento do intestino, que podem ir da constipação à diarréia também são alertas, assim como a alteração no formato das fezes: a presença do tumor pode fazer com que as fezes se tornem mais finas e alongadas que o normal.
Dores e cólicas frequentes, além do inchaço do abdômen e perda de peso repentina também compõem o quadro de sintomas para a doença.
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