CORPO HUMANO

Ninfoplastia: por que o Brasil é o país que mais faz cirurgia íntima

Busca por conforto e autoestima explica liderança do país no ranking: procedimento vai muito além da estética e quebra tabus sobre o corpo feminino

Mariana é ginecologista e especialista em cirurgias da região íntima -  (crédito: Divulgação)
Mariana é ginecologista e especialista em cirurgias da região íntima - (crédito: Divulgação)

A procura por cirurgias íntimas femininas tem aumentado em todo o mundo, com destaque para a ninfoplastia, também conhecida como labioplastia. O procedimento ganhou popularidade por razões que envolvem conforto, autoestima e qualidade de vida.

Dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) apontam que a realização da cirurgia cresceu 33% globalmente nos últimos três anos. O Brasil lidera o ranking mundial, com 28.478 procedimentos registrados no levantamento mais recente da entidade, superando os Estados Unidos.

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A ginecologista Mariana Macedo, especialista em cirurgia íntima, explica que a labioplastia é indicada para reduzir ou remodelar os pequenos lábios vaginais em casos de excesso de pele, assimetria ou desconfortos físicos e emocionais.

O que explica a alta procura?

Segundo a especialista, o aumento da demanda está ligado ao maior acesso à informação, à quebra de tabus sobre o corpo feminino e ao aperfeiçoamento das técnicas cirúrgicas. A maior liberdade para discutir temas relacionados à sexualidade também impulsiona a busca pelo procedimento.

Apesar da popularidade, a intervenção vai além da estética. “Muitas mulheres relatam dor durante atividades físicas, irritações frequentes, dificuldade ao usar roupas mais justas e desconforto nas relações sexuais. Frequentemente existe uma questão funcional associada à queixa estética”, detalha a médica.

Entre os principais fatores que levam as pacientes ao consultório estão o desconforto físico, irritações pelo atrito com roupas, assimetrias, alterações após o parto ou envelhecimento e impactos na autoestima.

“Existe uma grande diversidade anatômica entre as mulheres. Nem toda diferença representa um problema ou exige cirurgia. A indicação deve ser individualizada e responsável”, ressalta a ginecologista.

Avanços e segurança no procedimento

Avanços tecnológicos tornaram as técnicas menos invasivas, o que permite menor sangramento e uma recuperação mais confortável. O retorno às atividades cotidianas também se tornou mais rápido e, em muitos casos, a paciente recebe alta no mesmo dia.

Mariana Macedo destaca que a escolha do profissional é fundamental para a segurança e para os resultados. “A região íntima exige profundo conhecimento anatômico e técnica adequada. A avaliação médica completa e o alinhamento de expectativas são essenciais para garantir segurança e satisfação da paciente”.

Para a médica, o crescimento da cirurgia íntima deve ser acompanhado de informação de qualidade. "A cirurgia íntima pode trazer benefícios importantes quando existe indicação adequada. O mais importante é que a mulher tome essa decisão com informação, segurança e acompanhamento profissional".

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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postado em 01/06/2026 13:25 / atualizado em 01/06/2026 13:26
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