Duas perguntas para

Márcio Almeida, oncologista e membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC)
 -  (crédito: Arquivo cedido)
Márcio Almeida, oncologista e membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) - (crédito: Arquivo cedido)

Márcio Almeida, oncologista e membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (Sboc)

Quais cuidados devem ser tomados antes de recomendar o uso de compostos naturais junto ao tratamento oncológico?

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O CORREIO BRAZILIENSE NOGoogle Discover IconGoogle Discover SIGA O CB NOGoogle Discover IconGoogle Discover

O principal cuidado é não confundir “natural” com “seguro”. Compostos naturais podem interferir no metabolismo de medicamentos, aumentar toxicidades, alterar coagulação, função hepática ou renal e até reduzir a eficácia de alguns tratamentos. Por isso, nenhum suplemento, extrato ou nutracêutico deve ser iniciado durante a quimioterapia sem avaliação do oncologista.

O que ainda precisa ser comprovado para que essa estratégia possa fazer parte da prática clínica?

É preciso demonstrar segurança, dose adequada, forma de administração, ausência de interações prejudiciais e, principalmente, benefício real em pacientes. Para isso, são necessários estudos em animais e depois ensaios clínicos em humanos, comparando a quimioterapia padrão com e sem o composto. Só depois disso, seria possível incorporar essa estratégia à prática clínica.

 

  • Google Discover Icon
postado em 17/06/2026 05:12
x