
A Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (Jaxa) deu mais um passo na exploração do Sistema Solar ao concluir com sucesso o sobrevoo do asteroide Torifune com a sonda Hayabusa2. A operação aconteceu no último domingo (05/7) e marcou o primeiro encontro da missão estendida da espaçonave com um novo alvo desde o retorno das amostras do asteroide Ryugu à Terra, em 2020. Além de confirmar que a nave segue operando normalmente, a agência divulgou as primeiras imagens e parte dos dados científicos obtidos durante a aproximação.
Lançada em 2014, a Hayabusa2 se tornou uma das missões mais importantes da exploração espacial ao coletar e trazer para a Terra amostras do asteroide Ryugu. Como a espaçonave permaneceu em boas condições após essa etapa, a Jaxa decidiu prolongar sua jornada pelo espaço. Torifune foi escolhido como o primeiro destino dessa nova fase, que busca ampliar o conhecimento sobre pequenos corpos do Sistema Solar e testar tecnologias para futuras missões.
Durante a aproximação, a sonda utilizou diferentes instrumentos científicos para observar o asteroide. Entre eles estavam a câmera de navegação óptica, um espectrômetro de infravermelho, um sensor térmico e um equipamento a laser capaz de medir distâncias. Parte das informações já foi enviada para a Terra, enquanto o restante será transmitido nas próximas operações da missão.
As primeiras imagens mostram detalhes da superfície de Torifune e devem ajudar os pesquisadores a compreender melhor sua composição, temperatura e evolução ao longo de bilhões de anos. Segundo a equipe da missão, esse tipo de estudo permite entender como os asteroides se formaram e qual foi seu papel na história do Sistema Solar.
Além do valor científico, a missão também contribui para o desenvolvimento de tecnologias que poderão ser usadas em futuras explorações espaciais e no monitoramento de asteroides próximos da Terra. A próxima grande etapa da Hayabusa2 já está definida. A expectativa é que a sonda encontre o asteroide 1998 KY26 em 2031, dando continuidade a uma das missões históricas da exploração espacial japonesa.
*Estagiária sob supervisão de Paulo Floro.

Ciência e Saúde
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