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Dores nas costas? Ortopedista alerta para sinais de que é hora de trocar o colchão

Troca costuma ser indicada entre sete e dez anos; Especialista afirma que afundamentos, perda de firmeza e desconforto ao acordar são indícios de que o colchão pode ter chegado ao fim

Passar a noite em um colchão velho ou deformado pode comprometer a qualidade do sono e agravar dores nas costas. -  (crédito: reprodução/pexels )
Passar a noite em um colchão velho ou deformado pode comprometer a qualidade do sono e agravar dores nas costas. - (crédito: reprodução/pexels )

Passar horas de sono em um colchão desgastado pode comprometer a qualidade do descanso e agravar dores nas costas. Embora ele não seja, na maioria dos casos, a causa de doenças na coluna, um colchão sem o suporte adequado pode favorecer o surgimento de dores mecânicas e piorar quadros já existentes.

De acordo com o ortopedista Mauro Fernandes, do Hospital São Marcelino Champagnat, alguns sinais indicam que está na hora de considerar a troca do colchão. “Os principais sinais são afundamentos, deformações, perda de firmeza e ruídos, além da sensação de desconforto ao dormir. Se a pessoa passa a acordar com dores ou rigidez que antes não existiam, pode ser um indicativo de que o colchão já não oferece suporte adequado”, explica o médico ao Correio.

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Segundo o especialista, dormir em um colchão velho tende a agravar dores já existentes e favorecer o aparecimento de dores mecânicas nas costas. No entanto, ele ressalta que o colchão, por si só, não costuma provocar doenças estruturais da coluna, como hérnia de disco ou artrose.

Melhor colchão para a coluna

Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, um colchão extremamente firme não é, necessariamente, a melhor escolha para a saúde da coluna. Fernandes afirma que as evidências científicas apontam melhores resultados com colchões de firmeza intermediária, que conseguem oferecer suporte sem serem excessivamente rígidos.

“Não existe um único colchão ideal para todos, o conforto individual também deve ser considerado. O mais importante é que a coluna permaneça bem alinhada durante o sono”, destaca.

Quando trocar o colchão

Em média, a substituição deve ser avaliada entre sete e dez anos de uso. No entanto, esse prazo pode variar conforme a qualidade do material, o peso do usuário e o estado de conservação do produto. “O tempo de uso é apenas uma referência. Mais importante do que a idade do colchão é observar se ele ainda oferece suporte e conforto adequados”, afirma o ortopedista.

Hábitos que ajudam a prevenir dores

Além da escolha do colchão, o especialista destaca que outros fatores têm impacto ainda maior na saúde da coluna. Entre eles estão a prática regular de atividade física, o fortalecimento da musculatura do tronco, a manutenção de um peso saudável, bons hábitos de sono e o uso de um travesseiro adequado.

Na hora de comprar um colchão novo, Mauro orienta que o consumidor não escolha apenas pela sensação de maciez ou firmeza. O ideal é testar o produto, verificar se ele é compatível com o biotipo do usuário e priorizar conforto, suporte e materiais de qualidade.

Por fim, o ortopedista reforça que o colchão faz parte dos cuidados com a coluna, mas dificilmente é o principal responsável pelas dores nas costas. “Quando a dor persiste, é importante procurar avaliação médica. Exercícios físicos, controle do peso e uma boa qualidade do sono têm um impacto muito maior na saúde da coluna”, conclui.

*Estagiária sob supervisão de Paulo Floro.

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postado em 16/07/2026 16:49
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