
O bilionário norte-americano Bryan Johnson foi às redes sociais, nesta terça-feira (21/7), para anunciar que criou um “clone” de si mesmo, em laboratório. O empresário de 48 anos ficou mundialmente conhecido por tentar, repetidas vezes, retardar o próprio envelhecimento com experimentos supostamente científicos.
O “Bebê-Bryan”, como ele mesmo chamou o “clone”, na verdade é um conjunto de células obtidas do sangue do bilionário, e não uma criança. “Isso pode ser assustador para algumas pessoas… um futuro distópico”, afirmou no X. “Mas, para outros, eles verão isso como o futuro inevitável da saúde”.
I just cloned myself...as a newborn
— Bryan Johnson (@bryan_johnson) July 21, 2026
With this clone, I can:
+ become my own blood boy
+ test therapies on the clone
+ grow organs for transplantation
+ develop new treatments
+ inject young cells
This baby-bryan lives in a petri dish for now.
This may be scary to some… pic.twitter.com/Ved8ij9Col
Os objetivos da experiência, segundo Bryan, são “se tornar doador do próprio sangue, testar terapias, cultivar órgãos para transplante, desenvolver novos tratamentos e injetar células jovens”. Ele aponta, sem evidências científicas, que a tecnologia pode abrir novos caminhos para reverter o envelhecimento.
Obcecado pela juventude eterna, o empresário já chegou a usar o sangue do filho adolescente em transfusões para si mesmo. Ele chegou a gastar US$ 2 milhões por ano em pesquisas, na chamada “Operação Blueprint”, contando com uma equipe de 30 profissionais.
Estudos feitos em camundongos, no entanto, mostram que há poucas evidências para os benefícios da transfusão sanguínea no envelhecimento.
Recentemente, ele foi diagnosticado com gastrite autoimune, quando o sistema imunológico ataca as células que revestem o estômago. Bryan atribui a doença à hábitos alimentares na infância, como fast-foods e refrigerantes, e o estresse que acarretou uma depressão crônica na vida adulta.
“Eu mencionei que ser diagnosticado com uma doença incurável é uma das melhores coisas que me aconteceram em muito tempo”, disse. “Isso abriu uma fronteira de novos caminhos para reparar e fortalecer o corpo. Este é o primeiro exemplo”.
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