
O eclipse solar total começou a ser observado nesta quarta-feira (12/8) em várias regiões da Europa. O fenômeno não poderá ser visto de nenhuma parte do Brasil, nem mesmo de forma parcial, mas o Observatório Nacional transmite o eclipse no Youtube.
A ausência do eclipse solar nos céus brasileiros ocorre pelo seguinte motivo: a sombra da Lua estará voltada para o Hemisfério Norte, cobrindo uma faixa que passa por regiões da Rússia, Groenlândia, Islândia, Espanha e Portugal.
A astrônoma do Observatório Nacional, Josina Oliveira do Nascimento, explica como a posição do observador define o que é visto no céu: "Eclipses solares ocorrem quando a Lua fica entre o Sol e a Terra, projetando sua sombra sobre o planeta. A sombra mais escura, onde toda a luz solar é bloqueada, é chamada umbra. Em torno da umbra se define a sombra mais clara, a penumbra, onde a luz solar é parcialmente bloqueada. Se o observador está na estreita faixa da Terra atingida pela umbra, ele vai ver o eclipse total. Se está na área atingida pela penumbra, verá como parcial", diz.
Eclipses solares totais ou anulares acontecem na Terra em média 1 vez ao ano, mas cobrem faixas muito restritas do planeta, o que dá a sensação de serem fenômenos raros.
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Quando a Lua oculta o Sol completamente, cria-se uma escuridão e as temperaturas caem. Desorientados, os animais se comportam de forma incomum.
"As aves começam a revoar por todas as partes, os cães começam a latir. Essa reação da natureza é um dos grandes indicativos da totalidade", explicou à AFP o astrofísico britânico Graham Jones, que estudará o eclipse no pequeno povoado de Fontanil de los Oteros, no norte da Espanha.
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