Demência

Concentrações maiores de vitamina D podem estar associadas ao menor risco de Alzheimer

Estudo com quase 800 pessoas acompanhadas por 16 anos mostra que os participantes com maiores concentrações de vitamina D na meia-idade tinham menos depósitos de proteína tau — um biomarcador da doença de Alzheimer — no cérebro

A exposição ao Sol ajuda o organismo a produzir vitamina D -  (crédito: Rawpixel/Divulgação )
A exposição ao Sol ajuda o organismo a produzir vitamina D - (crédito: Rawpixel/Divulgação )

Manter a vitamina D em níveis apropriados na meia-idade pode estar associado a uma redução no acúmulo da proteína tau, um dos principais indicadores da doença de Alzheimer. É o que aponta um estudo divulgado por pesquisadores da Universidade de Galway na revista Neurology Open Access. Os cientistas acompanharam 793 adultos, com idade média de 40 anos, ao longo de 16 anos.

O resultado indicou que, aqueles com maiores concentrações de vitamina D no sangue na meia-idade apresentaram menos depósitos da proteína tau no cérebro anos depois. Essa é uma das principais características fisiológicas da doença de Alzheimer, além dos depósitos de proteína beta-amiloide, e tem sido usada como biomarcador da enfermidade neurodegenerativa.

Segundo os pesquisadores, trata-se de uma das primeiras evidências de que a vitamina D na meia-idade pode estar associada a alterações cerebrais ligadas ao Alzheimer antes mesmo do surgimento de sintomas. Os autores fazem uma ressalva importante: o estudo mostra uma associação entre os dois fatores, mas não comprova relação direta de causa e efeito.

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Múltiplos fatores

A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência e ainda não tem uma causa única. Segundo explica o neurocirurgião Orlando Maia, do Rio de Janeiro, o desenvolvimento da doença resulta da combinação de diferentes fatores, como envelhecimento, predisposição genética, alterações nas proteínas do cérebro, doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão e hábitos de vida pouco saudáveis.

Embora a idade seja o principal fator de risco, o Alzheimer não faz parte do envelhecimento normal. 
"Manter a pressão arterial, o colesterol e o diabetes sob controle, praticar atividade física, ter uma alimentação equilibrada e estimular o cérebro podem ajudar a reduzir o risco", lembra o médico.
Para o neurocirurgião, é importante estar atento a esquecimentos frequentes que começam a interferir na rotina. "O diagnóstico precoce pode facilitar o planejamento do tratamento e contribuir para uma melhor qualidade de vida", reitera o médico.

 

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postado em 21/08/2026 18:16
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