
Ela pode até não ter cruzado a avenida este ano, mas ninguém ouse duvidar do peso de Luma de Oliveira na história da Unidos do Viradouro. A eterna rainha de bateria da escola marcou presença na Sapucaí e, diretamente do camarote da Quem, acompanhou cada detalhe do desfile com olhar atento e emoção visível.
O momento foi ainda mais simbólico porque a agremiação levou para a avenida uma homenagem a Mestre Ciça, transformado em enredo e celebrado como merece. Luma, que construiu parte de sua trajetória ao som da bateria comandada por ele, fez questão de reverenciar o mestre, em um gesto que misturou respeito, memória e aquele tempero de nostalgia que só o Carnaval sabe servir.
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Nos bastidores, comentava-se que Luma havia sido convidada para desfilar ao lado de Juliana Paes, atual rainha da escola, mas preferiu declinar do convite. Discreta, elegante e consciente do próprio legado, optou por assistir ao espetáculo do alto, sem competir por holofotes, ainda que, convenhamos, ela nunca precise disputar atenção.
Da frisa ao camarote, o nome de Luma ecoava como símbolo de uma era que marcou a Sapucaí. Porque algumas coroas não precisam estar na cabeça para continuar brilhando.
