
A FVL Consórcios transformou a expansão por franquias em um dos principais motores de crescimento da companhia. Fundada em 2019 por Carlos Fuzinelli, Lucas Oliveira e Vitor Camarão, a empresa projeta alcançar R$ 1 bilhão em vendas até 2026 e ampliar sua presença nacional por meio de uma rede de franquias voltada à comercialização consultiva de consórcios, planejamento patrimonial e aquisição de bens.
A estratégia acompanha um momento de expansão do próprio franchising brasileiro. Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), o setor faturou R$ 273 bilhões em 2025, avanço de 13,5% em relação ao ano anterior. O segmento de Serviços e Outros Negócios, onde estão inseridas operações financeiras e consultivas, registrou crescimento de 13,2% no período.
Para Carlos Fuzinelli, especialista em expansão de negócios e cofundador da FVL Consórcios, o crescimento da empresa está diretamente ligado à combinação entre metodologia comercial, presença regional e atendimento consultivo.
“A expansão nunca foi um objetivo isolado. Ela aconteceu como consequência de um modelo construído para gerar proximidade com o cliente e oferecer soluções alinhadas aos seus objetivos patrimoniais. O modelo de franquias nos permitiu levar essa proposta para diferentes regiões do país mantendo padrão de atendimento e qualidade operacional”, afirma.
De operação especializada a rede nacional
A história da FVL começou a partir da experiência acumulada pelos três fundadores no mercado de consórcios. Ao identificar espaço para uma atuação mais consultiva, voltada ao planejamento financeiro de longo prazo e não apenas à venda de cotas, o grupo decidiu criar uma operação própria.
Desde então, a empresa estruturou uma metodologia comercial baseada na análise dos objetivos do cliente, seja para aquisição de imóveis, veículos, máquinas, ampliação patrimonial ou planejamento de investimentos. A proposta permitiu que a companhia ampliasse sua atuação para diferentes regiões do país e desenvolvesse um modelo replicável de expansão.
Hoje, as franquias ocupam papel central na estratégia da empresa. A rede oferece suporte comercial, treinamento, marketing e acesso à metodologia desenvolvida pela FVL, permitindo que empreendedores atuem localmente com o respaldo de uma operação nacional.
“O franqueado não recebe apenas uma marca. Ele passa a integrar uma estrutura que reúne processos, treinamento, tecnologia e acompanhamento permanente. Isso acelera a curva de aprendizado e fortalece o crescimento da operação”, diz Fuzinelli.
Crescimento apoiado em modelo enxuto
Entre os fatores que impulsionam a expansão está a característica operacional do negócio. Diferentemente de modelos que exigem estruturas físicas complexas, a operação pode ser desenvolvida com equipes enxutas e investimento reduzido, característica que tem atraído empreendedores interessados no segmento financeiro.
De acordo com dados da própria empresa, o retorno do investimento costuma ocorrer entre nove e doze meses, enquanto a lucratividade média das unidades varia entre 40% e 50%, dependendo do perfil da operação e da região atendida.
A estratégia também acompanha mudanças observadas no comportamento do consumidor. Com juros elevados e maior busca por planejamento financeiro, cresce a procura por soluções voltadas à aquisição patrimonial de médio e longo prazo, movimento que tem beneficiado o mercado de consórcios nos últimos anos.
Próximos passos
A meta da FVL é chegar a 60 franquias em operação até o fim de 2026 e consolidar sua presença em mercados considerados estratégicos para o crescimento da marca.
Além da expansão territorial, a empresa também investe na padronização de processos, capacitação contínua dos franqueados e fortalecimento da atuação consultiva, buscando ampliar sua participação em um mercado cada vez mais voltado ao planejamento financeiro e à construção de patrimônio.
“Estamos construindo uma empresa de alcance nacional sem abrir mão da proximidade com o cliente. O crescimento das franquias faz parte dessa estratégia e continuará sendo um dos principais pilares da nossa expansão nos próximos anos”, afirma Fuzinelli.
