
Após marcar o público como a ambiciosa Filipa em “Verão 90”, da Globo, Rose Brant atravessa um novo momento em sua trajetória artística. A atriz vem consolidando uma sequência de personagens de forte carga emocional na Record, passando por produções como Até Onde Ela Vai, Reis e agora “Ben-Hur”, onde interpreta Maria.
Longe do perfil mais cômico e materialista da personagem vivida em “Verão 90”, Rose afirma que os trabalhos recentes chegaram acompanhados de um processo pessoal de transformação. “Desde que vim para a Record, as personagens chegaram com uma força espiritual muito profunda”, resume a atriz.
Em “Ben-Hur”, a artista mergulha em uma das figuras mais simbólicas da história cristã. Para ela, viver Maria exigiu mais do que preparação técnica. “Recebi um chamado para também me transformar, rever meus conceitos e escolhas e dedicar-me intensamente no amor ao Pai Maior”, conta.
A nova fase também representa um reencontro com o público através de personagens femininas atravessadas pela dor, pela fé e pela resistência. Rose acredita que esse reconhecimento acontece justamente porque as histórias dialogam diretamente com questões humanas muito presentes na atualidade.
Além da televisão, a atriz mantém uma relação intensa com o teatro musical. Recentemente, voltou aos palcos no espetáculo Os Saltimbancos, vivendo a personagem Gata.
Com mais de três décadas de carreira, ela destaca a importância de continuar ocupando espaços artísticos em papéis desafiadores, especialmente em uma indústria que ainda impõe limitações relacionadas à idade.
“Fico feliz em quebrar esse paradigma justamente para falar das limitações impostas às pessoas da minha idade”, afirma.
A formação múltipla entre dança, canto e atuação também segue sendo uma marca importante de sua construção artística. Rose relembra a convivência com referências como o Grupo Corpo, além dos estudos musicais e teatrais que ajudaram a consolidar sua identidade no palco e no audiovisual.
Paralelamente à atuação, ela também prepara novos projetos na música. Entre eles, um trabalho autoral inspirado nas obras de José Saramago, desenvolvido ao lado do produtor Tatta Spalla, com previsão de lançamento nas plataformas digitais no segundo semestre.
Mineira de Belo Horizonte, Rose Brant diz carregar as raízes de Minas Gerais em toda a sua criação artística. “Minha arte jorra de dentro como as nascentes e segue imparável como um rio até o mar”, define.
