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Atriz Fhabi Hanna desabafa sobre etarismo e pressão para ser mãe

Artista relata trauma em episódio sobre congelamento de óvulos

Atriz e influenciadora digital Fhabi Hanna -  (crédito: Reprodução/Instagram)
Atriz e influenciadora digital Fhabi Hanna - (crédito: Reprodução/Instagram)

Depois de relatar publicamente o trauma vivido durante o processo de congelamento de óvulos — quando enfrentou uma grave hemorragia interna e precisou ser internada na UTI — a atriz, cantora e influenciadora Fhabi Hanna decidiu falar sobre outra questão que, segundo ela, impacta a vida de milhares de mulheres: o etarismo e a pressão social em torno da maternidade.

A artista revela que a decisão de congelar óvulos não surgiu apenas do desejo de preservar a possibilidade de ser mãe no futuro, mas também foi influenciada por anos ouvindo discursos limitantes sobre idade, fertilidade e o suposto "momento ideal" para engravidar.

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“Sim, aquele conceito ultrapassado de que a mulher, depois dos 35 anos, não pode mais ter filhos influenciou. Não no início, mas existe uma grande quantidade de mulheres que acabou desistindo da maternidade por causa de informações equivocadas compartilhadas por pessoas sem experiência prática no assunto”, afirmou.

"Saí da clínica chorando"

Fhabi relembra que uma das experiências mais difíceis aconteceu justamente durante uma consulta médica.

“Visitei várias clínicas e, em uma muito famosa, um dos médicos me criticou por ter esperado tanto tempo para congelar os óvulos. Ele praticamente tirou minha esperança de realizar esse sonho. Lembro que saí de lá chorando. Foi horrível, mas não desisti.”

Segundo a artista, a falta de informação sobre fertilidade feminina contribuiu para aumentar a insegurança ao longo dos anos.

“Hoje temos mais informação, mas antigamente muitos ginecologistas não orientavam as mulheres sobre a possibilidade de congelar óvulos após os 35 anos. Eu só tomei conhecimento disso aos 38, por meio da minha mastologista”, explicou.

Ela também afirma que ouviu de um ginecologista, aos 35 anos, que já não poderia realizar o procedimento.

“Aos 35, passei por um ginecologista que me disse: 'Você não pode mais congelar óvulos porque já passou da idade'. Aquilo me deixou muito triste.”

A percepção mudou quando encontrou uma profissional que a incentivou a buscar novas alternativas.

“Conheci uma médica que me apoiou e me indicou uma clínica. A partir daí comecei a correr atrás e consegui realizar algo que desejava muito. Hoje tenho uma possibilidade concreta de ser mãe.”

A pressão invisível sobre as mulheres

Ao longo do relato, Fhabi também refletiu sobre a cobrança constante para que as mulheres consigam equilibrar carreira, aparência, juventude, maternidade e responsabilidades familiares ao mesmo tempo.

“Nós, mulheres, somos cobradas o tempo inteiro para sermos bem-sucedidas, mantermos a aparência jovem, sermos boas mães e cuidarmos da família. Tudo isso com um sorriso no rosto. E quando a pressão pesa e não conseguimos dar conta de tudo, muitas vezes somos chamadas de loucas. Acho isso muito injusto”, desabafou.

Apesar de ser uma figura pública, ela acredita que esse peso não é exclusivo do meio artístico.

“Não. A cobrança é igual para todas as mulheres. O fardo é pesado como o de qualquer outra pessoa. No meu caso, por ser pública, isso acaba gerando um pouco mais de ansiedade.”

A artista também criticou opiniões sobre fertilidade emitidas por pessoas que nunca vivenciaram a situação na prática.

“Muitos desses discursos vêm de pessoas que nunca passaram por isso e conhecem o problema apenas na teoria. Existe muito preconceito quando falamos de idade e de condições como a endometriose. A medicina evoluiu muito e hoje existem inúmeras possibilidades.”

"Hoje eu quero ser mãe mais do que nunca"

Mesmo após enfrentar complicações graves durante o congelamento de óvulos, Fhabi afirma que a experiência fortaleceu ainda mais seu desejo de construir uma família.

“Depois de tudo o que passei e superei, isso só me deu mais força para querer ser mãe. Hoje é uma das coisas que eu mais desejo na minha vida.”

Ao final, a atriz deixou uma mensagem para mulheres que enfrentam inseguranças e cobranças relacionadas à idade.

“Quero que as mulheres entendam que a idade não é um obstáculo, mas um incentivo para que elas deem o seu melhor, usem a sabedoria adquirida ao longo dos anos a seu favor e não se limitem pelo preconceito ou pelo medo imposto pelos outros.”

“Confiem em si mesmas, sigam seus objetivos e seus instintos. Isso é mais forte do que qualquer número. Corram atrás dos seus sonhos, continuem lutando independentemente dos desafios. Aproveitem cada dia, amem viver e permitam-se ser felizes.”

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MM
postado em 03/06/2026 08:00 / atualizado em 03/06/2026 15:55
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