
Cada vez mais mulheres adiam o sonho da maternidade, mas nem todas conseguem engravidar naturalmente após os 45 anos. Avanços da medicina e da gestação por substituição ampliam as possibilidades para quem deseja ter filhos.
Durante décadas, a maternidade esteve concentrada entre os 20 e os 30 anos. Hoje, essa realidade mudou. Prioridade para a carreira, estabilidade financeira, novos relacionamentos e mudanças no estilo de vida fazem com que um número crescente de mulheres decida ter filhos apenas depois dos 40 e, em muitos casos, até mesmo após os 50 anos.
Nos Estados Unidos, a atriz Sarah Jessica Parker recorreu à gestação por substituição para o nascimento das filhas gêmeas. Nicole Kidman, Kim Kardashian e Priyanka Chopra também utilizaram o procedimento por diferentes razões médicas.
Entre as famosas que decidiram ser mães mais tarde estão ainda Janet Jackson, que teve o primeiro filho aos 50 anos, e Naomi Campbell, que anunciou a maternidade após os 50.
Entre as brasileiras, a atriz Adriana Garambone e o marido, Arthur Papavero, recorreram à gestação por substituição após enfrentarem dificuldades para engravidar, reforçando uma tendência observada por especialistas de que cada vez mais mulheres recorrem à reprodução assistida para realizar o sonho da maternidade.
Especialistas explicam, no entanto, que esses casos normalmente envolvem técnicas de reprodução assistida e, em muitos casos, óvulos congelados ou doação de óvulos. A gestação espontânea após os 45 anos torna-se rara devido à redução da quantidade e da qualidade dos óvulos, além do aumento dos riscos obstétricos.
Nesse cenário, cresce também a procura pela gestação por substituição, popularmente conhecida como barriga de aluguel. O procedimento é indicado quando a mulher não possui condições clínicas para engravidar, apresenta ausência do útero, doenças que tornam a gestação de alto risco ou passou por tratamentos que comprometeram sua fertilidade.
Além dos avanços médicos, cresce também a necessidade de orientação jurídica. A gestação por substituição possui regras específicas, que variam de acordo com o país, exigindo contratos, definição de responsabilidades e segurança para todas as partes envolvidas. Nesse cenário, empresas especializadas têm assumido papel importante no acompanhamento das famílias.
A Tammuz Family, considerada uma das líderes globais do setor, oferece serviços completos de gestação por substituição internacional, reprodução assistida e doação de óvulos, com respaldo jurídico, atuando em países como Estados Unidos, Geórgia, México, Colômbia e Armênia.
Segundo a Tammuz Family, alguns dos países onde atua permitem que mulheres iniciem o processo de maternidade em idade bem acima dos 50 anos. Em determinados destinos, também é possível que mulheres realizem o sonho da maternidade recorrendo, quando necessário, à doação de óvulos e de esperma.
"Isso amplia as possibilidades para mulheres divorciadas, independentes ou que decidiram seguir esse caminho sozinhas, tornando o sonho da maternidade viável mesmo quando não houve congelamento prévio de óvulos", destaca a empresa.
Segundo a advogada Larissa Mocelin, especialista em Direito Regulatório e Governança Corporativa, cada país possui regras próprias para a gestação por substituição, tornando indispensável o planejamento jurídico antes mesmo do início do procedimento.
"No Brasil, a gestação por substituição é permitida apenas na modalidade altruística, conhecida como 'barriga solidária'. Já outros países adotam diferentes formatos de gestação por substituição autorizados em cada legislação. Além disso, variam aspectos como filiação, registro civil e nacionalidade da criança. Por isso, é fundamental que todo o procedimento seja conduzido com acompanhamento jurídico especializado, garantindo segurança para todas as partes envolvidas", afirma Larissa Mocelin.
