MÚSICA

Mariana Volker apresenta 'Feitiço' e transforma o amor em diferentes canções

Álbum conta com participações de Maria Gadú e Rachel Reis e percorre distintas maneiras de viver e sentir

Mariana Volker chega a um dos momentos mais significativos de sua trajetória no mundo da música -  (crédito: Divulgação)
Mariana Volker chega a um dos momentos mais significativos de sua trajetória no mundo da música - (crédito: Divulgação)

Mariana Volker chega a um dos momentos mais significativos de sua trajetória com o lançamento de “Feitiço”, nesta terça-feira (18). O álbum aprofunda a relação da cantora e compositora carioca com a canção brasileira e inaugura uma nova etapa de uma carreira construída ao longo de mais de uma década de produção autoral.

Marcada pela sensibilidade interpretativa e pelo interesse em explorar as emoções humanas, Mariana apresenta um repertório que atravessa diferentes estados do encantamento amoroso, entre desejo, entrega, ausência, contradições e transformações.

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O lançamento acontece após um período de destaque na carreira da artista, que ampliou sua presença na cena musical brasileira por meio de projetos, colaborações e canções que agora integram o novo trabalho. Entre elas está “É Segredo”, que ganhou espaço na trilha sonora da novela A Nobreza do Amor, da TV Globo, e “Não Quero Te Querer”, parceria com Maria Gadú indicada ao 33º Prêmio da Música Brasileira.

“Feitiço” começou a tomar forma em 2025, a partir da composição de “É Segredo”. A partir dela, Mariana passou a desenvolver uma narrativa mais ampla sobre paixão, desejo, fascínio, resistência, saudade e transformação.

O conceito do álbum parte da ideia de um encantamento que vai além da pessoa amada: é aquela sensação de estar sob a influência de uma força difícil de explicar, capaz de conduzir pensamentos, emoções e escolhas e, consequentemente, mudar a maneira como enxergamos o mundo e a nós mesmos.

Ao longo de oito faixas, o disco constrói esse percurso afetivo por meio de composições inéditas, parcerias e releituras que aproximam diferentes momentos da música brasileira. O resultado é um repertório que transita entre vulnerabilidade, desejo, fascínio e transformação, sem tratar o amor como uma experiência única ou previsível.

A faixa-título, “Feitiço”, sintetiza essa proposta em parceria com Rachel Reis. As duas artistas já haviam trabalhado juntas em “Furacão”, presente no álbum Divina Casca, e se reencontram agora em uma canção sobre a força magnética de determinados encontros, aqueles capazes de alterar trajetórias e despertar sentimentos difíceis de racionalizar. A presença de Rachel reforça a atmosfera de mistério, sedução e fascínio que atravessa o álbum.

Outro encontro importante acontece em “Não Quero Te Querer”, parceria com Maria Gadú. A faixa aborda o conflito entre se entregar ao amor e tentar manter o controle sobre os próprios sentimentos. A colaboração dialoga diretamente com uma das questões centrais de “Feitiço”: até que ponto é possível escolher o que sentimos?

Uma sonoridade guiada pela emoção

Musicalmente, o álbum amplia caminhos já explorados por Mariana em trabalhos anteriores. Com produção musical de Carol Mathias, “Feitiço” aproxima a MPB contemporânea de influências latino-americanas, apostando em violões, percussões e texturas orgânicas para construir uma sonoridade que preserva a conexão com a tradição brasileira, mas incorpora elementos contemporâneos.

A produção nasceu, sobretudo, da necessidade de traduzir em música o sentimento de cada composição. Antes de definir instrumentos, timbres ou referências estéticas, Mariana e Carol partiram da emoção presente em cada faixa e buscaram encontrar uma linguagem sonora capaz de acompanhá-la.

Desse processo surgiram atmosferas que variam entre calor, sensualidade, contemplação, inquietação e mistério. As mudanças de clima acompanham os diferentes estados emocionais apresentados ao longo do álbum e ajudam a criar uma narrativa que se transforma de faixa para faixa.

Referências como Céu, Curumin, Manu Chao e Marisa Monte aparecem de maneira sutil nesse universo, especialmente pela forma como esses artistas transitam entre a música brasileira, as sonoridades latino-americanas e a produção contemporânea. Ainda assim, “Feitiço” não busca reproduzir modelos específicos. O álbum encontra sua identidade na combinação entre a força narrativa das canções, a produção de Carol Mathias e a interpretação de Mariana Volker.

Mais do que um disco sobre o amor, “Feitiço” é um trabalho sobre aquilo que o amor provoca. Sobre as certezas que ele desmonta, os desejos que desperta, as memórias que deixa e as transformações que acontecem mesmo quando tentamos resistir a elas.

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MM
postado em 18/08/2026 06:44 / atualizado em 18/08/2026 10:22
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