
No último dia 4 de outubro, a atriz, jornalista, influenciadora digital e Miss Universe Araraquara Gabi Sálvi completou 33 anos. Com um novo ciclo já iniciado, ela vive um momento de reflexão sobre as transformações dos últimos anos.
Conhecida nacionalmente pelo meme da “janela com vista para o mar”, que viralizou quando tinha 29 anos, Gabi chega aos 33 com uma percepção diferente sobre sucesso, carreira e vida pessoal.
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“Quando o meme da ‘janela com vista para o mar’ estourou, eu estava prestes a completar 30 anos. Naquela época, muito influenciada pelos filmes dos anos 2000, eu acreditava que estava chegando àquela fase em que a vida finalmente começava a dar certo, a chamada ‘idade do sucesso’. Hoje, entendo que sucesso é algo muito mais relativo e, principalmente, muito mais íntimo”, conta.
De lá para cá, Gabi passou por experiências que considera fundamentais para seu amadurecimento. Entre elas, a perda da avó, que, segundo ela, mudou sua forma de enxergar a vida e reforçou ensinamentos que recebeu ao longo da convivência entre as duas.
“Os últimos anos foram, de fato, anos em que eu saí da minha zona de conforto. Tive medo, errei, recomecei, enfrentei desafios e também vivi momentos muito felizes. Mas, acima de tudo, comecei a transformar sonhos que durante muito tempo pareciam distantes em realidade.”
Para Gabi, chegar aos 33 também representa entender que não existe uma idade determinada para alcançar o chamado sucesso.
“A menina que viralizou por uma janela continua existindo, mas ela já não é mais a mesma. E talvez esse seja o ponto-chave de estar prestes a completar 33 anos: perceber que a vida não acontece no momento em que a gente ‘chega lá’. Ela acontece enquanto a gente se transforma.”
Carreira, vida pessoal e novos projetos
Para o novo ciclo, Gabi pretende continuar investindo na carreira, mas sem deixar que a vida profissional ocupe todos os espaços. A atriz afirma que deseja fortalecer cada vez mais sua atuação artística, ao mesmo tempo em que pretende dar visibilidade ao seu lado empresária e aos projetos que vem desenvolvendo nos bastidores.
“A ideia é que a Gabi artista prevaleça no meio disso tudo, porque a atuação continua sendo um dos meus grandes sonhos e um lugar onde eu me sinto muito realizada. Ao mesmo tempo, quero ter cada vez mais espaço para mostrar o meu lado empresária e tudo o que venho construindo nos bastidores.”
Segundo ela, o amadurecimento também trouxe uma nova compreensão sobre os diferentes papéis que uma mulher pode ocupar.
“Entendi que a mulher moderna é justamente essa mistura de papéis, sonhos e interesses. A gente pode ser artista, empresária, profissional, filha, amiga, companheira, e tantas outras coisas.”
Na vida pessoal, Gabi diz que pretende se permitir mais experiências e momentos que antes acabava deixando em segundo plano.
“Quero me permitir conhecer pessoas, viver experiências, viajar, criar novas memórias, cuidar das minhas relações e também simplesmente aproveitar a vida sem sentir que preciso justificar cada escolha.”
Ela também admite que passou a olhar com mais carinho para a possibilidade de construir uma família no futuro.
“Hoje, olho com mais carinho para a possibilidade de, em um futuro próximo, me casar, me tornar mãe. Acho que, conforme o tempo passa, essa versão mais calma tem aparecido com certa frequência, mas tenho a consciência de que tudo tem o tempo certo, então não quero acelerar nada.”
“Desacelerar” é a palavra para os 33
Se pudesse escolher uma única palavra para definir o novo ciclo, Gabi não escolheria “sucesso”, “conquista” ou “trabalho”. A palavra seria “desacelerar”.
“Eu costumo viver intensamente cada desafio que aparece na minha vida e, durante muito tempo, achei que estar sempre correndo atrás de alguma coisa era sinônimo de estar evoluindo. Mas, principalmente no último ano, com os inúmeros papéis que desempenhei ao mesmo tempo, percebi que estava muito focada em resultado e pouco atenta ao meu próprio bem-estar.”
Para ela, desacelerar não significa abandonar os sonhos ou diminuir a ambição profissional, mas aprender a respeitar o próprio tempo.
“Desacelerar não significa parar, muito menos deixar de sonhar grande. Significa aprender a fazer as coisas no meu tempo, aproveitar mais o processo e entender que eu não preciso estar o tempo inteiro provando alguma coisa para alguém, nem para mim mesma.”
Ao imaginar onde gostaria de estar quando completar 34 anos, Gabi espera encontrar uma versão mais presente de si mesma, sem abrir mão dos objetivos profissionais.
“Quero continuar trabalhando, realizando meus sonhos e conquistando coisas que ainda desejo, mas também quero lembrar dos momentos que vivi no caminho. Quero ter histórias para contar que não estejam relacionadas apenas ao trabalho ou a alguma conquista profissional.”
A nova fase, segundo ela, representa justamente a tentativa de equilibrar ambição e presença.
“Se hoje eu tenho tantos sonhos para realizar, quero também ter calma para vivê-los. Acho que essa é uma das maiores coisas que o amadurecimento tem me ensinado: a vida não precisa ser uma corrida para chegar a algum lugar. Eu também quero gostar do caminho.”