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Kamila transforma experiência como garota de programa em novo negócio

Influenciadora digital e empresária fala sobre os impactos emocionais do que viveu, e também sobre a busca por possibilidades profissionais

Kamila atua como empresária e Influenciadora digital -  (crédito: Divulgação)
Kamila atua como empresária e Influenciadora digital - (crédito: Divulgação)

Após dez anos trabalhando como garota de programa, com atendimentos em diferentes países, Kamila afirma ter encontrado nas redes sociais uma possibilidade de ampliar sua atuação profissional. Lésbica, ela diz ter atendido mais de 5 mil homens ao longo da trajetória e conta que só começou a compreender a própria sexualidade depois dos 35 anos, ao lado da atual noiva.

“Só fui me descobrir sexualmente depois dos 35 anos, ao lado da minha noiva. Foi nesse momento que comecei a compreender uma parte de mim que, durante tantos anos, ficou em segundo plano”, relata.

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Ao falar dos atendimentos, Kamila distingue a atividade profissional de sua vida íntima. Segundo ela, a rotina chegou a incluir até 15 clientes por dia, durante o período em que trabalhou para agências.

“Para mim, o sexo era uma atividade profissional, não uma experiência de prazer. Eu funcionava no automático”, afirma. “Eu não estava vivendo minha sexualidade; estava trabalhando.”

A dedicação ao trabalho também ocupava o espaço dos relacionamentos. Kamila conta que evitava se envolver afetivamente por acreditar que precisava concentrar toda a atenção nos ganhos e nos objetivos profissionais. Ao mesmo tempo, submeteu-se a intervenções estéticas para alcançar a aparência que associava ao sucesso na atividade.

“Fiz diversas intervenções estéticas e cheguei a passar 15 horas na mesa de cirurgia para construir o corpo que acreditava ser o ideal para uma garota de programa”, relata.

Com o passar dos anos, segundo ela, o desgaste emocional se intensificou. Kamila diz que chegou a recorrer a medicamentos para acordar, dormir e se manter calma durante os atendimentos. “Eu estava tentando sustentar uma rotina que, por dentro, estava me destruindo.”

A busca por outras possibilidades profissionais ganhou espaço no TikTok. Inicialmente, os vídeos funcionavam como um diário de viagens e experiências, com relatos das dificuldades que, na avaliação dela, ficavam de fora da imagem de glamour do mercado internacional. Um dos conteúdos alcançou 1 milhão de visualizações e ampliou a repercussão de sua história.

“Depois de 10 anos trabalhando como garota de programa, vivendo exclusivamente dos atendimentos presenciais e atendendo clientes do mundo todo, percebi que não sabia fazer outra coisa”, conta.

Foi pelas redes que conheceu a atual sócia, Camila, com quem passou a desenvolver e-books e mentorias. A parceria deu origem ao Kkamila Girls, empresa que, segundo ela, tem um ano de existência. Kamila afirma já ter acompanhado mais de 400 mentoradas pelo mundo, abordando temas como organização financeira e possibilidades de atuação além dos atendimentos presenciais.

“O job proporciona dinheiro rápido, mas dinheiro rápido não significa dinheiro fácil, muito menos estabilidade financeira”, diz. Para ela, manter um padrão de vida dependente dessa renda, sem planejamento para o futuro, pode dificultar a construção de outro caminho profissional.

Hoje, Kamila procura levar essa discussão às mulheres que acompanham seu trabalho, a partir das dúvidas que também fizeram parte de sua trajetória.

“É preciso entender que mudar de vida não significa apenas trocar de profissão. Significa reconstruir planos, descobrir novos interesses e encontrar um caminho que faça sentido para aquela mulher.”

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MM
postado em 27/10/2026 06:05 / atualizado em 27/10/2026 07:37
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