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Gil Jung conta como chegou à Psicologia após perdas: 'Não deixei de ser artista'

Conhecida pelo trabalho na televisão, a apresentadora se formou na área, passou a atuar na clínica e agora retoma gradualmente os projetos artísticos

Conhecida pelo trabalho na televisão, Gil Jung se formou em Psicologia -  (crédito: Divulgação)
Conhecida pelo trabalho na televisão, Gil Jung se formou em Psicologia - (crédito: Divulgação)

Gil Jung encontrou nos estudos um caminho para se reorganizar em um período de perdas. Depois do encerramento de seu contrato como apresentadora no Multishow e da morte do pai, buscou compreender melhor as próprias emoções. O interesse pelo comportamento humano, que inicialmente tinha uma motivação pessoal, acabou se transformando em uma nova profissão.

“Não foi uma decisão planejada de mudar de profissão. Naquele momento, eu queria encontrar respostas, ampliar meus conhecimentos e, de alguma maneira, cuidar de mim”, afirma.

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Antes de ingressar na televisão, Gil chegou a estudar Direito. Anos depois, começou a fazer cursos de desenvolvimento humano, autoconhecimento e comportamento, até decidir pela graduação em Psicologia. Formou-se pela FMU e concluiu duas pós-graduações, em Psicologia Positiva e Terapia Cognitivo-Comportamental.

O envolvimento com a área levou a um afastamento de alguns projetos artísticos para se dedicar à formação e à construção da atuação clínica. Segundo ela, o principal desafio foi compreender as mudanças na própria identidade profissional.

“Eu vinha de um universo onde minha imagem, minha presença e minha expressão artística eram elementos centrais do trabalho. Na Psicologia, encontrei um exercício completamente diferente, que exige escuta, reflexão, conhecimento científico e uma responsabilidade muito grande com a história do outro”, explica.

Hoje, Gil atua clinicamente com foco especial na saúde emocional masculina, abordando questões como ansiedade, compulsões, impulsividade, relacionamentos e regulação emocional. Também se dedica ao desenvolvimento de habilidades emocionais e potencialidades pessoais.

Ao falar sobre a percepção do público, ela reconhece que a nova atuação pode causar surpresa em quem a conheceu como modelo, atriz e apresentadora. Defende, porém, que sua credibilidade como psicóloga deve ser construída pela formação e pela seriedade do trabalho.

“Não espero que minha trajetória artística seja utilizada como argumento para validar minha atuação clínica. Essa credibilidade precisa ser construída pela minha formação, pelo trabalho e pela seriedade com que exerço a profissão”, ressalta.

Com a atuação na Psicologia mais estruturada, Gil retoma gradualmente a presença na televisão e em projetos de mídia. Mantém a produção de conteúdo e a participação em entrevistas, preservando, segundo ela, as responsabilidades e os limites éticos de cada profissão.

“Não acredito que uma mulher precise renegar o passado para conquistar respeito no presente. Nossa história não precisa ser apagada para que nossa evolução seja reconhecida”, diz.

Para Gil, essa fase representa a convivência entre duas realizações profissionais. “Não deixei de ser artista para me tornar psicóloga. Sou artista e sou psicóloga. São duas realizações profissionais que fazem parte de quem eu sou.”

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MM
postado em 28/10/2026 07:03 / atualizado em 28/10/2026 16:05
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