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Rio: sete governadores e um destino

Decisões judiciais, articulações políticas e bastidores do poder, os episódios revelam o peso crescente da Justiça na trajetória de autoridades e nos rumos da cena pública nacional

pri-2304-opiniao Opinião Justiça Diversidade -  (crédito: Caio Gomez)
pri-2304-opiniao Opinião Justiça Diversidade - (crédito: Caio Gomez)

Cláudio Castro (MDB) entrou na lista de governadores do Rio de Janeiro que se tornaram inelegíveis, foram presos ou condenados. Com a inelegibilidade decretada pelo TSE, Castro se junta ao histórico de outros sete chefes do Executivo com carreira marcada pela Justiça. Moreira Franco, Anthony Garotinho, Rosinha Garotinho, Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão foram presos. Wilson Witzel (2019-2020) foi afastado do cargo pelo STJ, sob suspeita de corrupção, e sofreu impeachment.

Derrota para campanha de Pedro Taques

O ex-senador da República, ex-governador de Mato Grosso e ex-procurador da República, Pedro Taques tenta pavimentar a candidatura ao Senado neste ano, mas sofreu um novo revés na semana passada: o Ministério Público se posicionou contra ação apresentada por ele questionando acordo firmado entre a Oi e o governador do estado, Mauro Mendes, no valor de R$ 308 milhões. Para interlocutores de Taques, o sucesso na ação judicial seria uma largada para a campanha. No entanto, o Ministério Público considerou que não há indícios de ilegalidade, nem prejuízo aos cofres públicos, confirmando a alegação de que o acerto foi vantajoso para o estado.

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13/11/2013. Crédito: Marcos Oliveira/Agência Senado. Senador Pedro Taques (PDT-MT), durante discussão do substitutivo da Câmara dos Deputados a proposta de minirreforma eleitoral (PLS 441/12).
13/11/2013. Crédito: Marcos Oliveira/Agência Senado. Senador Pedro Taques (PDT-MT), durante discussão do substitutivo da Câmara dos Deputados a proposta de minirreforma eleitoral (PLS 441/12). (foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

Homologação pela Justiça

Uma delação premiada de Daniel Vorcaro, conduzida pela Polícia Federal, se não tiver o aval da Procuradoria-geral da República pode ser homologada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), mas não há garantia de que uma denúncia contra o dono do Banco Master seja descartada. Como o titular da ação penal é o Ministério Público, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, decidirá os termos da ação penal, com a tipificação dos crimes. A Justiça, ao julgar o caso, decidirá os benefícios da colaboração. É o que explica um integrante do Ministério Público que já trabalhou em casos em que houve delações.

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pri-2304-opiniao Opinião Justiça Diversidade (foto: Caio Gomez)

Especialista em delações

Contratado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, o advogado José Luis Oliveira, o Juca, atuou na colaboração premiada do ex-presidente da OAS Leo Pinheiro, na Operação Lava-Jato. A delação atingiu várias autoridades da República, inclusive o presidente Lula. Mas, depois de cinco anos, foi totalmente anulada pela 2ª Turma do STF, em processo relatado pelo ministro Dias Toffoli.

José Luis Oliveira Lima
José Luis Oliveira Lima (foto: Reprodução)

Sem restrições

Advogados dizem, nos bastidores, que é dado como certo que a delação de Daniel Vorcaro será ampla e sem restrições.

Vorcaro: "Não consigo nominar aqui individualmente quem frequentava a minha casa. Também não vejo qual relação com o caso"
O material extraído do celular de Vorcaro está em fase de análise pela PF (foto: Divulgação)

Sem contaminação

Aliados do presidente Lula afirmam que a torcida é para que Daniel Vorcaro não poupe ninguém. É a forma de reduzir a pressão da opinião pública a meses da eleição e limpar a barra de Lula. O diagnóstico é de que haverá petistas atingidos, mas nada chega ao presidente.

O presidente Lula em entrevista à TV Aratu, de Salvador, Bahia
O presidente Lula em entrevista à TV Aratu, de Salvador, Bahia (foto: Ricardo Stuckert/PR)

Advocacia Fernanda Hernandez convida juíza afegã para falar sobre os desafios da mulher

A Advocacia Fernanda Hernandez encerra março, o Mês da Mulher, com um encontro entre mulheres da advocacia, do Direiti e do Poder Judiciário e uma das juízas do Afeganistão asiladas no Brasil. A magistrada irá narrar sua trajetória, abordando os desafios da mulher contemporânea no mundo. Seu depoimento é um testemunho emocionante de superação, resiliência e determinação, com foco nas adversidades enfrentadas por mulheres no exercício profissional, em diferentes culturas e países. A juíza afegã chegou a Brasília em 2022, onde recebeu asilo político. A vinda para o Brasil decorreu da mudança do regime político no Afeganistão, em 2021. A estrutura de poder atual naquele país impõe restrições aos direitos das mulheres, incluindo proibição de acesso ao mercado de trabalho, à educação secundária e ao ensino superior. Anualmente, no mês de março, a advogada Fernanda Hernadez (foto) realiza um encontro entre mulheres operadoras do Direito e lideranças femininas da capital do país, para abordar a questão da mulher no mercado de trabalho. Neste ano, a realização será amanhã (27), durante o café da manhã. A Advocacia Fernanda Hernandez é uma sociedade de advogados em atuação desde 1990, com reconhecida expertise nos segmentos do direito constitucional, tributário, civil, minerário, imobiliário, administrativo, trabalhista e previdenciário. O encontro será restrito a convidadas. Por razões de proteção, o nome da juíza afegã não é divulgado.

Advogada Fernanda Hernandez
Advogada Fernanda Hernandez (foto: Divulgação)

Acesso mais fácil a enunciados científicos

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) lançou uma área em seu portal que reúne os enunciados científicos aprovados nas jornadas do Conselho da Justiça Federal (CJF), em eventos do próprio tribunal e em seminários organizados pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam). Os enunciados estão organizados de acordo com o evento em que foram aprovados.

 

Frase

"O papel de um bom juiz não é ser estrela. É simplesmente assumir a responsabilidade e julgar"

Ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF)

 

Ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal
Parlamentares da CPI recorrem ao ministro André Mendonça, do STF (foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF)

  • O governador Cláudio Castro acompanhou a votação dos vetos ao Propag
    O governador Cláudio Castro acompanhou a votação dos vetos ao Propag Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
  • 13/11/2013. Crédito: Marcos Oliveira/Agência Senado. Senador Pedro Taques (PDT-MT), durante discussão do substitutivo da Câmara dos Deputados a proposta de minirreforma eleitoral (PLS 441/12).
    13/11/2013. Crédito: Marcos Oliveira/Agência Senado. Senador Pedro Taques (PDT-MT), durante discussão do substitutivo da Câmara dos Deputados a proposta de minirreforma eleitoral (PLS 441/12). Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
  • José Luis Oliveira Lima
    José Luis Oliveira Lima Foto: Reprodução
  • O material extraído do celular de Vorcaro está em fase de análise pela PF
    O material extraído do celular de Vorcaro está em fase de análise pela PF Foto: Divulgação
  • O presidente Lula em entrevista à TV Aratu, de Salvador, Bahia
    O presidente Lula em entrevista à TV Aratu, de Salvador, Bahia Foto: Ricardo Stuckert/PR
  • Advogada Fernanda Hernandez
    Advogada Fernanda Hernandez Foto: Divulgação
  • Parlamentares da CPI recorrem ao ministro André Mendonça, do STF
    Parlamentares da CPI recorrem ao ministro André Mendonça, do STF Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF
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postado em 26/03/2026 05:01
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