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Minissérie resgata a história do Planalto Central até a construção de Brasília

'Memória viva – eco-história do Planalto Central estreia na segunda-feira (12/10) no canal do Instituto Latinoamérica no YouTube. Em cinco episódios documentais, pesquisadores, historiadores, antropólogos e biólogos ajudam a traçar a história natural e humana da região

Correio Braziliense
postado em 09/10/2020 16:09
 (crédito: Instituto Latinoamérica/Divulgação)
(crédito: Instituto Latinoamérica/Divulgação)

 

A minissérie documental Memória viva – eco-história do Planalto Central estreia na segunda-feira (12/10). São cinco episódios de 22 minutos cada contando a história do cerrado e das culturas que povoaram o Planalto Central desde a pré-história até a fundação da capital brasileira.

Os episódios estarão disponíveis no canal do Instituto Latinoamérica, realizador do projeto, no YouTube, e estrearão semanalmente. O documentário é produzido pela CenaUm Produções, com direção de Caco Schmitt e produção de Atanagildo Brandolt, que também assina a autoria da minissérie. Os filmes contam ainda com trilha sonora original de Cuba Cambará, Nando Rossa, Gilberto Oliveira e Beto Chedid.




Filmado nas cidades goianas de Pirenópolis, Corumbá de Goiás, Cidade de Goiás (antiga Goiás Velho), Terezópolis de Goiás, Goiânia, Formosa, Planaltina, Luziânia, e em Brasília, a série conta com depoimentos de pesquisadores, historiadores, antropólogos e biólogos que ajudam a traçar um panorama sobre o bioma do cerrado e as diferentes fases da cultura local, desmistificando a ideia de que a capital brasileira foi construída sobre um lugar deserto e inabitado.

São abordados os povos primitivos que habitaram a região há mais de 11 mil anos e deixaram vestígios arqueológicos no DF e outras regiões próximas; os povos indígenas e quilombolas; a resistência aos colonizadores europeus; a descoberta do ouro em Pirenópolis, Corumbá de Goiás e Luziânia; e a economia rural que se consolidou em Goiás com o esgotamento do ouro, chegando, por fim, à construção de Brasília, há 60 anos.

Confira a sinopse dos episódios:

Episódio 1: Um território movimentado

O cenário, o ambiente e a presença humana na região. Especialistas falam do bioma cerrado, tendo por base modernos estudos da ecologia, da biologia e da arqueologia. Os sinais do homem pré-histórico em sítios arqueológicos preservados no entorno de Brasília e dentro do quadrilátero e os vestígios de povos que habitavam a região quando da chegada do europeu ao continente, que proporcionaram emocionantes refregas com o conquistador.

Episódio 2: Ouro forma cidades e movimenta vidas

A descoberta do ouro no começo do século 18 atraiu muita gente e abriu novos caminhos. O início da colonização do Planalto Central, num raio de 150 quilômetros da futura capital. O choque cultural da civilização afro-euro-americana. Um ritmo intenso para uma região que evoluía lentamente há 12 mil anos, e que permitiu afirmar que o Planalto Central não era mais um sertão incomunicável.

Episódio 3: A economia depois do ouro

A exploração do ouro no Planalto Central durou um século e o esgotamento provocou uma grande mudança: a ruralização da economia. A atividade de sustentação para os garimpos se transforma em atividade principal. Surgem as fazendas, vem a agricultura de subsistência, o comércio cresce. Hoje ainda encontramos na região sedes de fazendas centenárias, que serão mostradas na série. E como esta mudança alterou a rotina das cidades em formação.

Episódio 4: Brasília surge e revoluciona o Planalto Central

Um resgate histórico do território onde foi erguida a capital federal, os passos realizados para a escolha do local, e a mudança que a chegada de milhares de brasileiros causou no cerrado. O alerta de riscos de uma ocupação descontrolada, não só para o Planalto Central como para todo o país.

Episódio 5: O patrimônio histórico e o futuro de Brasília

A série pretende contribuir para a preservação e divulgação da história e do patrimônio cultural do Centro-Oeste. O último episódio mostra a cultura que se formou e sua relação com os assentamentos humanos e a história regional. Preservar e ressignificar o passado é o legado a ser deixado para as futuras gerações. A Jovem Brasília e o velho Cerrado são duas joias que toda brasileira e todo brasileiro devem preservar.

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