Música

Produtor Papatinho se prepara para lançar em 2021 o primeiro álbum da carreira

Intitulado 'Workaholic', o disco traz a mistura de gêneros característica do artista, com presença de grandes nomes da música nacional como Seu Jorge

Adriana Izel
Maria Baqui*
postado em 21/12/2020 15:00
 (crédito: Wilmore Oliveira/Divulgação)
(crédito: Wilmore Oliveira/Divulgação)

O termo em inglês para definir uma pessoa que trabalha compulsivamente, "Workaholic", foi escolhido como o nome do primeiro álbum da carreira do produtor Papatinho, que será lançado em 2021. Não por acaso. Já que o artista é conhecido por estar sempre trabalhando em alguma nova canção. Produzir e gravar músicas é a rotina de Tiago da Cal Alves (nome de batismo do Dj) desde 2006 quando se juntou aos amigos Cert, Rany Money, Batoré, Maomé e Ari na ConeCrewDiretoria, grupo o qual integrou até 2015, quando se lançou em carreira solo.

"Vai ser uma grande realização. Já estou trabalhando (neste álbum) faz tempo. Mas acabo sempre botando outros projetos na frente", diz. Papatinho está o tempo todo produzindo material de colegas. Porém, nesta reta final de 2020, o foco é no próprio trabalho. O primeiro passo o artista já deu, ao lançar dois singles do álbum. O primeiro foi Tá com o Papato, parceira com Anitta, Dfideliz e BIN. O mais recente foi Lance criminoso, gravado com MC Cabelinho, Xamã e BK.

As duas faixas são um espécie de degustação do que está por vir no álbum, a ser caracterizado pelas parcerias de artistas de diferentes gêneros e pelo passeio entre os ritmos que Papatinho mais gosta de trabalhar: trap, rap e funk. "O gênero que eu mais me identifico é o rap, porque é de onde eu surgi. Mas escuto de tudo. MPB, soul. Gosto de assinar como um produtor de música urbana, porque engloba não só o rap, mas o trap, o R&B, o funk e outros gêneros do hip-hop", explica o artista.

O Dj ainda faz mistérios sobre as próximas faixas de Workaholic, mas anuncia ao Correio que o álbum tem uma parceria entre Seu Jorge e Black Alien. O primeiro expoente do samba-rock, o outro do rap. Além disso, o público pode esperar as presenças de Kevin o Chris, Péricles e Orochi. "Está muito legal. Ano que vem, no início do ano, já devo ter alguma data para o lançamento", revela.

Trajetória de Papatinho

Papatinho conta que o início na música foi por acaso. Os amigos, que depois se tornaram nos integrantes da ConeCrewDiretoria, gostavam de rimar e ele aproveitou para começar a fazer as batidas das canções. Tudo de forma autodidata. Ele nunca havia estudado música, nem tinha tido contato com instrumentos musicais. "Fui na marra. As coisas foram acontecendo e percebi que tinha certo talento", lembra.

Produziu os discos da banda e acompanhou o grupo em turnês e em festivais, até que decidiu dar os passos sozinhos. A partir daí trabalhou com Anitta, Criolo, Gabriel, o Pensador, Mc Guimê e Ferrugem até chegar aos nomes internacionais. Com o grupo Black Eyed Peas, produziu uma faixa do mais recente álbum da banda, Translation, a canção Duro hard. No currículo ainda produção de artistas como Becky G, na faixa Banana em parceria com Anitta.

"Tenho trabalho nisso (na carreira internacional) nos últimos cinco anos. Tenho viajado bastante para Los Angeles. Consegui fazer coisas bem legais, desde Onda diferente que foi muito importante para mim. Numa parceria com Snoop Dogg, Ludmilla e Anitta. Consegui e estou conseguindo expandir as minhas produções, que não estão limitadas aos Estados Unidos. Estou fazendo bastante coisa para o México, Argentina, Porto Rico, Londres", comenta.

*Estagiária sob supervisão de Adriana Izel

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