OBITUÁRIO

Cassiano, mestre do soul brasileiro, morre vítima da covid-19 no Rio

Autor do clássico Primavera, eternizado na voz de Tim Maia, e de A Lua e eu, tinha 77 anos e estava internado em hospital na Zona Oeste do Rio de Janeiro

Correio Braziliense
postado em 07/05/2021 21:52 / atualizado em 07/05/2021 21:53
 (crédito: Divulgação)
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Morreu, nesta sexta-feira (7/5), aos 77 anos, o cantor e compositor Cassiano, vítima da covid-19. Ele estava internado no Rio desde o fim de abril, no Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, na Zona Oeste. O hospital divulgou uma nota informando que a morte ocorreu às 16h30.
O músicofoi levado a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Copacabana após sofrer uma parada cardíaca. O compositor encontra-se internado em estado grave no Hospital Estadual Carlos Chaga, intubado e em coma induzido. Com dificuldades para obter uma vaga em uma unidade de terapia intensiva (UTI) no Rio de Janeiro, Cassiano precisou da ajuda do prefeito Eduardo Paes para ser transferido ao hospital
Expoente da soul music brasileira dos anos 1970, Cassiano, batizado Genival Cassiano dos Santos, veio da Paraíba para o Rio em 1960, depois de aprender os primeiros acordes com o pai, que tocava bandolim e violão. Dentre seus maiores sucessos, alguns gravados por Tim Maia, estavam Primavera, A Lua e Eu, Coleção e Eu Amo Você. Também tinha músicas também gravadas por artistas como Marisa Monte e Djavan. Alcione cantou Mister Samba e Gilberto Gil, Morena.

Carreira

Cassiano iniciou a carreira aos 21 anos, como violonista do Bossa Trio, grupo que deu origem à banda Os Diagonais, formada inicialmente por ele, pelo irmão Camarão e por Amaro, na década de 1960.

Em 1970, o compositor tornou-se conhecido nacionalmente ao participar como guitarrista do álbum de estreia de Tim Maia. No disco, ele gravou duas composições de Cassiano: Eu amo você e Primavera (vai chuva).

Como solista, o cantor teve duas canções como temas de novelas da Rede Globo. Em 1976, A lua e eu, maior sucesso da carreira de Cassiano, foi tema de O grito e, em 1977, Coleção foi incluída na trilha sonora de Locomotivas.

No ano seguinte, 1978, o compositor precisou retirar um pulmão em decorrência de uma tuberculose. Com isso. Obrigado a abandonar a carreira de cantor, seguiu como músico e compositor. A discografia do artista conta com dois álbuns com o grupo Os Diagonais, quatro discos como solista e três coletâneas.

Com informações da Agência Estado

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