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Mionzinho cobra Bolsonaro e é bloqueado nas redes sociais pelo presidente

'Isso porque eu assumo que já votei nele. E o cobro, com razão. Como eleitor dele, tenho todo direito de cobrar o que ele está fazendo de errado', afirma Victor

Rodrigo Bitencourt de Lyra - Especial para o Uai
postado em 18/08/2021 15:59
 (crédito: Instagram/Reprodução)
(crédito: Instagram/Reprodução)

O apresentador Victor Coelho, que fez sucesso na televisão ao interpretar Mionzinho, ao lado de Marcos Mion, acompanhou o veterano pela MTV e até mesmo na Record TV, quando Mion fez sucesso ao comandar o programa de humor Legendários.

No último ano, Victor mudou o rumo de sua carreira ao candidatar-se a vereador, mas não obteve votos suficientes para ser eleito. Ele cedeu uma entrevista para o UOL onde comentou sobre política, televisão, carreira e até mesmo BBB. No bate papo, Coelho comentou que votou em Bolsonaro (sem partido) no segundo turno para presidente, em 2018, o que pode ser uma surpresa para os fãs do antigo humorista, que atualmente tece críticas ao governo.

"Não votaria nele de novo. Por tudo o que ele disse em campanha e o que está fazendo, completamente o contrário. Sou um cara liberal. As pautas dele e do Paulo Guedes faziam sentido para mim. Logo no primeiro ano, vi que foi só um discurso para ganhar voto. Foi um processo que fez eu me arrepender", afirma.

O ator afirmou que o Twitter é a sua rede social favorita, também estando presente no Instagram e no Youtube, como criador de conteúdo. O publicitário comentou sobre política e, devido às críticas ao atual governo, foi bloqueado pelo presidente da república.

"Já estou bloqueado por ele [Bolsonaro] e por alguns dos filhos dele. Um dia, entrei no Twitter dele para ver algo que ele tinha dito, e percebi que ele tinha me bloqueado. Isso porque eu assumo que já votei nele. E o cobro, com razão. Como eleitor dele, tenho todo direito de cobrar o que ele está fazendo de errado. E nem isso mais eu consigo, porque ele me bloqueou", afirma.

Aproveitando o momento, a redação do site perguntou sobre a agressividade dos apoiadores de Bolsonaro (sem partido) nas redes sociais e como eles reagiram ao se deparar com os tuites de Victor. "Em um primeiro, é agressiva. Porque estou falando do presidente. O meu público é bem mais de direita do que de esquerda. Quando a pessoa vê que eu começo a argumentar, ela some ou conversa de boa. Na maioria das vezes, eu vejo que consigo tirar um pouco esse radicalismo das pessoas, então isso me alimenta a continuar esse debate, embora seja desgastante. As pessoas não têm muita paciência", contou.

Mionzinho também comentou a respeito de não ter conseguido ser eleito em 2020 pelo Partido Novo, ao cargo de vereador por São Paulo. Ele recebeu somente 2.171 votos, não escondendo sua frustração.

"Confesso que, no começo, fiquei bravo. Porque foram 45 dias em que eu só chegava em casa para dormir. Tomava um relaxante muscular e dormia. Eu andava o dia inteiro por São Paulo na pandemia, de máscara e álcool gel o tempo todo. Foi extremamente exaustivo. De fato, eu tinha um projeto muito legal. Por que não eu? Foi difícil de digerir, mas entendi que a democracia é assim. As pessoas que escolhem e paciência".

 

A grande novidade da vez na televisão brasileira é a ida de Marcos Mion para a TV Globo, que segundo o próprio, era um sonho que a família inteira rezava para se tornar realidade.

Victor compartilhou que fica feliz pela vitória do colega e se sente orgulhoso por ter trabalhado com ele em diversos projetos. "Fico feliz demais. É gratificante para mim por eu ter feito parte da história e contribuído de alguma forma. Um programa só será pouco para ele. Conhecendo o Mion, sei que a cabeça dele não para. Ele deve ter vários projetos para colocar lá dentro. É realmente onde ele sempre quis estar", finalizou.

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