Dirigida por Quico Meirelles, com um episódio dirigido e produzido por Fernando Meirelles (indicado ao Oscar por 'Cidade de Deus'), Pssica, produção filmada em Belém, no Pará, promete uma experiência intensa e imersiva, repleta de drama e ação, ambientada na região Norte do Brasil.
Pssica conta a história de personagens cujas vidas se entrelaçam de maneira inesperada nos rios da Amazônia atlântica. Janalice (Domithila Cattete), uma jovem raptada pelo tráfico humano, Preá (Lucas Galvino), que precisa fazer as pazes com seu destino como chefe de uma gangue de "ratos d'água" (criminosos que atuam nos rios da região) e Mariangel (Marleyda Soto), que busca vingança pela morte de sua família, tentam sobreviver à "pssica" (maldição) que acreditam ter sido lançada sobre eles.
No centro desta teia, está o policial aposentado Amadeu, interpretado com profundidade pelo experiente Sandro Guerra. "Amadeu é um homem bom, solitário e de poucos amigos até mesmo na polícia, pois não se rendeu à corrupção dos colegas. Ele vai procurar Janalice, que a princípio pensa que ela apenas fugiu de casa", conta Guerra.
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Sua preparação para Amadeu foi feita por Fátima Toledo, com quem definiu a essência do policial. "Logo definimos que o Amadeu era um homem solitário, meio casmurro, mas com um grande coração. Um homem sério, defensor e cumpridor da lei, mas que vai às últimas consequências quando sua família está em risco", revela.
As gravações, realizadas em Belém do Pará e na Ilha de Marajó, capturam a autenticidade da região, filmando em palafitas, comunidades ribeirinhas e barcos. Sandro elogia o clima do set: "A equipe era maravilhosa, alto astral, solícita, carinhosa e acolhedora. Quico é um diretor incrível e Fernando Meirelles também já dirigiu filmes sensacionais".
Para Sandro, Pssica transcende o entretenimento. Ele enxerga a produção como um veículo crucial para provocar discussão e reflexão. "Penso que toca uma chaga social muito dolorosa em todos os sentidos e faz uma denúncia. Vender e comercializar um ser humano é algo inimaginável dentro de uma sociedade, mas, ao mesmo tempo, é algo que tá aí", comenta, destacando a importância de trazer a pauta do tráfico humano para dentro das casas através do streaming.
Além do tema central, a história de Janalice levanta questões sobre o peso da religião e as complexas relações entre pais e filhos, acrescentando camadas à narrativa.
Paralelamente, Sandro Guerra acaba de finalizar as filmagens de Geni e o Zepelim, dirigido por Anna Muylaert e baseado na canção de Chico Buarque, onde vive o pai da protagonista. E se em Pssica ele é a moralidade em pessoa, no longa Antônio Odisséia, de Thales Banzai (em pós-produção), Sandro mergulha na pele do grande vilão, Sr. Cássio. "O filme é um grande barato! Psicodélico, poético, antropofágico!", empolga-se.
Aos 58 anos, Sandro Guerra coleciona trabalhos marcantes no cinema nacional, como os aclamados Cinema, aspirinas e urubus (Marcelo Gomes) e Propriedade (Daniel Bandeira). Na tevê, destaca-se em séries como Chão de estrelas (Globoplay), onde fez seu primeiro vilão, o Pastor Guerra, e Cangaço novo (Prime Video), no qual viveu o desafiador Ribamar.
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