
Taylor Swift acaba de adicionar mais uma camada de mistério ao seu 12º álbum, The Life of a Showgirl. Lançada em 3 de outubro, a quarta faixa do disco, intitulada Father Figure, tem feito fãs e críticos especularem sobre quem inspirou a poderosa letra da estrela pop.
Com 12 faixas inéditas, incluindo The Fate of Ophelia, Opalite e Wi$h Li$t, o novo trabalho de Swift foi definido por ela como um álbum de “letras completamente intencionais”. Father Figure, em particular, chamou atenção por compartilhar título com o clássico de George Michael. Antes do lançamento, a equipe do cantor falecido enviou uma carta à cantora, registrada no Instagram, elogiando a homenagem e declarando que George Michael teria aprovado a interpolação feita por Swift.
Mas a versão de Swift não é apenas uma homenagem. A cantora transforma a faixa em uma reflexão sobre poder e relações complexas. Em entrevista à BBC1, ela explicou que a música aborda “estruturas de poder e a inversão da dinâmica de poder”, enquanto no Amazon Music Track by Track, Swift afirmou que Father Figure é a letra que mais gosta no álbum, descrevendo-a como uma oportunidade de dizer coisas que sempre quis expressar.
“Adoro interpretar uma personagem assim. Foi uma delícia escrever”, disse Swift. Ela ainda acrescentou, durante participação no Elvis Duran and the Morning Show, que a canção explora como “os homens se movem pelo mundo com uma sensação de poder”, deixando propositalmente ambíguo se a narrativa é contada pela perspectiva de alguém ingênuo ou de um mentor paterno.
A especulação entre os fãs gira em torno de Scott Borchetta, ex-CEO da Big Machine Records e mentor de Swift no início da carreira. A relação entre eles, inicialmente próxima, se deteriorou em 2019, quando Borchetta vendeu a gravadora para Scooter Braun, dando a ele controle sobre os seis primeiros álbuns da cantora. Esse episódio motivou Swift a regravar seus álbuns anteriores para recuperar os direitos autorais, um processo que só foi concluído anos depois.
Se Father Figure realmente se inspira em Borchetta, não seria a primeira vez que Swift transforma sua experiência com gravadoras e figuras de poder em música. Sua faixa My Tears Ricochet, de Folklore, também é vista como um reflexo da decepção que sentiu com a venda da Big Machine.
Taylor Swift quebra recorde histórico de vendas com The Life of a Showgirl
A cantora Taylor Swift conquistou novos e impressionantes recordes com o lançamento de seu décimo segundo álbum de estúdio, The Life of a Showgirl. O disco alcançou a maior semana de vendas de estreia na história dos Estados Unidos, ultrapassando a marca de 4 milhões de cópias vendidas em apenas sete dias. De acordo com os dados contabilizados pela Billboard 200, parada que reúne os álbuns mais vendidos semanalmente no país, Swift superou o recorde mantido por Adele desde 2015, quando o álbum 25 estreou com cerca de 3,4 milhões de cópias vendidas.
Além do desempenho histórico em território norte-americano, Taylor Swift também quebrou recordes globais, registrando a maior semana de vendas mundiais de todos os tempos para uma artista feminina. Segundo informações divulgadas por sua gravadora, a Republic Records, The Life of a Showgirl acumulou mais de 5,5 milhões de cópias vendidas mundialmente, consolidando sua estreia como um marco sem precedentes na indústria fonográfica.
Diante de uma conquista tão expressiva, Taylor Swift recorreu às redes sociais para agradecer aos fãs que tornaram o feito possível e refletir sobre a trajetória de duas décadas que a trouxe até aqui. Em uma mensagem carregada de emoção, a artista relembrou o início de sua carreira e o impacto de seu primeiro lançamento:
“Nunca vou me esquecer da empolgação que senti em 2006, quando meu primeiro álbum vendeu 40 mil cópias na primeira semana. Eu tinha 16 anos e nem conseguia imaginar que tantas pessoas se importariam o suficiente com minha música para investir seu tempo e energia nela. Desde então, tenho tentado conhecer e agradecer o máximo possível de pessoas que me deram a chance de perseguir esse sonho insano.”
Em seguida, Taylor Swift destacou o simbolismo do novo recorde, descrevendo como o reconhecimento atual faz com que ela valorize ainda mais o processo criativo por trás do álbum e a relação com seu público:
“E aqui estamos, todos esses anos depois, e um número cem vezes maior de pessoas apareceu por mim nesta semana. Tenho 4 milhões de ‘obrigadas’ que quero enviar aos fãs e 4 milhões de motivos para me sentir ainda mais orgulhosa deste álbum do que já estava.”
De acordo com dados detalhados pela Billboard, o álbum vendeu aproximadamente 4.002.000 cópias, sendo 680,9 mil equivalentes em streaming e mais de 3.479.500 em vendas puras, que incluem CDs, vinis, fitas cassete e downloads digitais em plataformas como iTunes e Amazon.
Estreia das faixas de Taylor Swift na Billboard Hot 100
O sucesso de The Life of a Showgirl também se refletiu na Billboard Hot 100, onde todas as faixas do álbum estrearam no Top 12 das músicas mais ouvidas nos Estados Unidos. O lead single, The Fate of Ophelia, estreou diretamente no primeiro lugar da parada.
Com esse feito, Taylor Swift reforça sua posição como única artista da história a ocupar simultaneamente todo o Top 10 da Billboard Hot 100, marca que ela atingiu três vezes: com Midnights (2022), The Tortured Poets Department (2024) e agora com The Life of a Showgirl (2025).
Confira o Top 12 da parada desta semana:
- The Fate of Ophelia
- Opalite
- Elizabeth Taylor
- Father Figure
- Wood
- Wi$h Li$t
- Actually Romantic
- The Life of a Showgirl (feat. Sabrina Carpenter)
- Eldest Daughter
- Cancelled!
- Ruin The Friendship
- Honey