Crítica // (Des)controle ★★★
Num tratamento algo ameno, a temática do alcoolismo fica palatável, na agridoce comédia estrelada por Carolina Dieckmmann, que vive a protagonista, uma reconhecida escritora pop chamada Kátia Klein. A partir de argumento de Iafa Britz (roteirista de Se eu fosse você e produtora dos longas Divã e Caramelo), a diretora Rosane Svartman (ao lado de Carol Minêm) conduz o longa balizado ainda pela leveza da interpretação dos veteranos Daniel Filho e Irene Ravache.
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Confusa e sobrecarregada, Kátia se encontra em fase de bloqueio, fator decorrente dos desequilíbrios e exigências dos homens da casa: o marido Zeca (Caco Ciocler) e os filhos interpretados por Stéfano Agostini e Rafael Fuchs Müller. Junto com uma personagem verossímil, e a presença do talento de Dieckmmann, o filme tem sustância pela ligeireza do roteiro, a cargo de Felipe Scholl (diretor de Fala comigo e do inédito Ruas da glória, além de roteirista dos diferenciados Casa de antiguidades) e ainda de Iafa e Rosane.
À frente da série Máscaras de oxigênio não cairão automaticamente, Carol imprime a marca com a eficiência de Rosane (lembrada por Pluft, o Fantasminha e Câncer com ascendente em virgem). Concorrendo até contra si, a protagonista vê a personagem informatizada (moldada à sua imagem e jeito) como ameaça.
Entre confusões divertidas (como a bolsa que para dentro da geladeira), Kátia deixa entrever problemas sérios (como o comportamento dos pretendentes, nas incursões na vida noturna). Vexames e breves fiascos dão o tom de fundo cômico, na trama que conta com a sempre convincente Júlia Rabello, no papel da solidária amiga Léo.
