
A Deb and The Mentals foi escolhida para integrar o time de atrações de abertura do Foo Fighters no Brasil. A banda brasileira participa da Take Cover Tour 2027 em duas apresentações no país, justamente durante um período de transformação artística em sua trajetória.
O primeiro encontro acontece em 18 de fevereiro, na Arena MRV, em Belo Horizonte. Dois dias depois, em 20 de fevereiro, o grupo sobe ao palco do Estádio MorumBIS, em São Paulo.
As apresentações colocam a Deb and The Mentals diante de dois grandes públicos do rock internacional e coincidem com a chegada de uma sonoridade mais pesada, veloz e direta, desenvolvida no EP STUCK.
STUCK apresenta uma banda mais intensa
A nova etapa da Deb and The Mentals tem como principal cartão de visitas o EP STUCK. O lançamento reúne seis faixas inéditas e preserva referências de punk, grunge, garage rock e rock alternativo, ao mesmo tempo em que amplia a presença do hardcore na identidade do grupo.
A mudança altera não apenas o peso das músicas, mas também a maneira como a banda utiliza sua sonoridade para responder ao desconforto do presente. Guitarras mais agressivas, bateria intensa e vocais carregados de tensão ajudam a construir uma atmosfera de urgência.
À frente do projeto, Deborah Babilônia traduz esse momento em interpretações que procuram transformar inquietação e desgaste emocional em energia musical.
Queremos transformar em música a sensação de viver diante de um mundo em colapso, afirma a vocalista.
Ansiedade e excesso cotidiano viram matéria-prima
O próprio título do EP remete à sensação de permanecer stuck, ou seja, preso aos próprios pensamentos, emoções e conflitos.
As seis faixas exploram temas como ansiedade, frustração, desgaste e dificuldade de desacelerar em um cotidiano marcado por excesso de estímulos.
Nesse contexto, o peso instrumental não funciona apenas como escolha estética. Guitarras distorcidas, baixo e bateria constroem uma paisagem turbulenta que acompanha diretamente aquilo que está sendo discutido nas letras.
A música passa a funcionar como uma espécie de válvula de escape: a sensação de paralisia sugerida pelo título encontra na velocidade e na agressividade do som uma possibilidade de reação.
WATCH OUT e NOT THE HERO anteciparam nova direção
Antes da chegada completa de STUCK, a Deb and The Mentals apresentou WATCH OUT e NOT THE HERO, singles que já indicavam o caminho escolhido para a nova fase.
As duas faixas ganharam ainda um videoclipe duplo, conectando visualmente as composições e expandindo o conceito do EP para além da música.
A estratégia ajudou a apresentar gradualmente uma Deb and The Mentals mais pesada, mas sem romper com as influências alternativas que marcaram os trabalhos anteriores.
Guilherme Toledo estreia na bateria
STUCK também marca a estreia de Guilherme Toledo na bateria da banda. Ele se junta a Deborah Babilônia nos vocais, Filipe Fi nas guitarras e Bi Free no baixo.
A formação acompanha o grupo justamente no momento em que o hardcore ganha maior espaço nos arranjos e aumenta a intensidade do repertório.
Com essa configuração, a banda leva aos shows do Foo Fighters uma fase construída para valorizar impacto, velocidade e presença de palco.
Parceria com a Algohits acompanha expansão da banda
A Deb and The Mentals integra o grupo de apostas da Algohits, apresentada como a primeira musitech do Brasil. A parceria teve início em 2025, com o EP Old News.
Desde então, a banda vem estruturando uma nova etapa que agora ganha uma vitrine de maior escala com a participação na turnê brasileira do Foo Fighters.
A escolha para os shows em Belo Horizonte e São Paulo amplia a exposição do grupo para um público diretamente relacionado às diferentes vertentes do rock que também fazem parte de sua formação musical.
Do underground para dois dos maiores palcos do país
A trajetória da Deb and The Mentals foi construída dentro da cena independente brasileira, com apresentações em eventos, festivais e circuitos ligados ao rock alternativo.
A banda ganhou reconhecimento por uma sonoridade que transita entre punk, grunge e garage rock, combinando letras introspectivas com uma abordagem instrumental crua e energética.
Agora, o hardcore amplia essa identidade e prepara o grupo para um novo tipo de palco. Em fevereiro de 2027, Belo Horizonte e São Paulo se tornam os primeiros grandes capítulos ao vivo dessa transformação.
Ao dividir a noite com o Foo Fighters, a Deb and The Mentals transforma STUCK em um cartão de visitas para uma audiência muito maior e coloca uma nova geração do rock brasileiro diante de um dos nomes mais importantes do gênero no mundo.
Sobre a Deb and The Mentals
Formada por Deb Babilônia nos vocais, Filipe Fi na guitarra, Bi no baixo e Gui Toledo na bateria, a Deb and The Mentals é uma banda brasileira de rock alternativo conhecida pela energia de suas apresentações e pela mistura de punk, grunge e garage rock.
O grupo construiu uma base dentro da cena underground nacional e participa de eventos, festivais e turnês voltados à circulação de novos artistas do cenário alternativo brasileiro.
Na fase atual, o hardcore passa a ocupar espaço central e amplia o peso de uma sonoridade que continua ligada à intensidade, à introspecção e à abordagem direta que acompanha a banda desde sua formação.
Com STUCK e a abertura dos shows do Foo Fighters, a Deb and The Mentals entra em 2027 disposta a transformar a força construída no underground em alcance de arena.
