
E é assim, na base da comédia, que a partir de hoje os brasileiros acompanham o lançamento de (que reúne Ingrid Guimarães e Mônica Martelli), com registro da maior abertura de filmes nacionais de todos os tempos; tudo definido na ponta do lápis: são 1531 telas em 436 cidades do país, abrangendo rede de 773 cinemas.
Quem impulsiona o entusiasmo são os talentos do audiovisual que viram Minha vida em Marte (com 5,2 milhões de público) conquistar a 14ª posição entre os mais prestigiados títulos de cinema e, com mais de 11 milhões de público para Minha mãe é uma peça 3 (2019), chegou ao título de quarto longa mais visto pelos brasileiros. Ambos sucessos foram dirigidos por Susana Garcia, à frente de Minha melhor amiga.
Serem vistas como "senhoras confiáveis" está longe das pretensões da dupla que estrela a comédia Minha melhor amiga: Mônica Martelli e Ingrid Guimarães — mas, independentemente disso, por momento, assim elas ficam enquadradas.
Donas de um espírito livre, as amigas de infância do filme assinado pela diretora Susana Garcia (corroteirista de Os homens são de Marte... e é pra lá que eu vou e responsável por Minha mãe é uma peça 3) flertam, a todo momento, com o drible no instinto protetor de permanecerem sozinhas.
Abraçam uma jornada internacional que tem tudo para desembocar nos novos amores como bem representam Nuno (Albano Jerónimo), Ramón (Alejandro Albarracín) e ainda o charmoso médico interpretado por Ricardo Pereira, virtuais substitutos para Breno (Michel Melamed) e André (Gustavo Machado).
Ainda que vibrem com as conquistas mútuas, Júlia (Martelli) e Clara (Ingrid) terão, na real, adversidades e desafios a maratonar, ao longo da trama da comédia em que as filhas (e também amigas) Manu (Giulia Benite) e Isadora (Gabi Amaral) partem para intercâmbio europeu.
Prontas para bisbilhotar novos hábitos e riscos para as filhas, Júlia e Clara vão defender a autenticidade (e extrapolar o vínculo de intimidade) e vivências que concretizem os reais desejos, quando deixam problemas para trás, no Brasil.
Ciúmes e inseguranças, naturalmente, pontuam na nova realidade. Enquanto constatam que o "amor é incerteza", e tropeçam em "ficantes fofos", Júlia e Clara concretizam a busca por recomeços, entregas e celebrações. Nisso, vão passar pela idealizada Lisboa e pela Sevilha possível, seja ela a andaluza da Península Ibérica, seja a da região rural portuguesa.
