MERCADO

Dólar e Ibovespa começam bem a semana

Estimativa do PIB chinês um pouco abaixo do esperado e futuro acordo para pacote de estímulos na economia dos EUA repercutiram entre os investidores. Fisco brasileiro também esteve no radar

Jailson R. Sena*
postado em 19/10/2020 18:25 / atualizado em 19/10/2020 18:25
 (crédito: Ronaldo Schemidt/AFP)
(crédito: Ronaldo Schemidt/AFP)

O dólar começou a semana em queda nesta segunda (19/10), sendo cotado a R$ 5,59. Já a Ibovespa, principal índice na B3, terminou o dia em alta de 0,35%, com 98.657 pontos. O cenário externo teve maior influência entre os investidores.

O dia começou com a notícia de que o Produto Interno Bruto (PIB) da China teve alta de 4,9% no 3º trimestre deste ano, no comparativo com o mesmo período em 2019. O resultado foi um pouco abaixo do esperado, que tinha projeção de crescimento de 5,2%.

Nos Estados Unidos, existe uma esperança que o pacote de estímulos à economia no país seja aprovado antes das eleições presidenciais. Republicanos e Democratas concordam em alguns pontos, como conceder um auxílio de US$ 1.200, porém discordam em outros temas.

O mercado também monitora o aumento nos novos casos de coronavírus na Europa e a dificuldade do Reino Unido em atingir um acordo comercial com a União Europeia depois do Brexit. Porém há uma expectativa de que a vacina contra o coronavírus seja produzida até o fim do ano.

Nacional

No Brasil, as projeções para o PIB deste ano foram elevadas. Segundo o Relatório Focus do Banco Central, a expectativa de queda, que antes era de 5,03%, passou para -5,00% esta semana.

Ainda no cenário interno, prevalecem as incertezas sobre como o governo vai financiar, sem furar o teto de gastos, o Renda Cidadã, programa social cotado para substituir o Bolsa Família. Além disso, outros gastos oriundos da pandemia seguem no radar dos investidores.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse no último sábado, que não há espaço para discutir a prorrogação do estado de calamidade pública ou o Orçamento de Guerra, medidas aprovadas para lidar com a crise da covid.

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