Mercado financeiro

Estrangeiros batem recorde de ingresso na B3 em dezembro

Entrada de capital estrangeiro chegou a R$19,7 bilhões na bolsa de valores no último mês de 2020. Desempenho só foi inferior ao de novembro

Israel Medeiros*
postado em 05/01/2021 17:58
 (crédito: Foto: Pixabay)
(crédito: Foto: Pixabay)

O ano de 2020 foi de alta volatilidade na bolsa de valores (B3). No mesmo ano em que registrou sua máxima histórica, também sofreu a maior queda já registrada, com a chegada da pandemia. Na retomada, a entrada de investimentos estrangeiros foi crucial para que o índice Ibovespa voltasse a um patamar parecido ao anterior à crise. Em dezembro, o ingresso bateu recorde para o mês: R$19,7 bilhões foram aplicados por estrangeiros na bolsa.

É o maior fluxo de entrada já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1995. Em 2020, dezembro ficou atrás apenas de novembro, quando o recorde foi ainda mais expressivo. A entrada de capital estrangeiro chegou a R$33,3 bilhões.

Já no acumulado de 2020, segundo dados da B3, entre o dia 1º de janeiro e o dia 30 de dezembro, esse grupo foi responsável por 22,99% das compras de ações no pregão paulista – o que significa um total de R$330,2 bilhões. Nas vendas, a participação foi de 21,61%, o que representa R$310,5 bilhões.

A retirada dos recursos estrangeiros da bolsa, no entanto, ultrapassou os R$31 bilhões. Mesmo assim, o índice Ibovespa, principal da bolsa brasileira, terminou o ano com variação positiva de 2,92%, superando a marca de 119 mil pontos. O resultado foi bem próximo à sua máxima histórica, de 119.527 pontos, registrada em fevereiro; e em um patamar superior à abertura no primeiro pregão do ano, que foi de 115.645 pontos.

Com a retomada e a melhora no horizonte de vacinas, aliada aos estímulos monetários de países desenvolvidos como os Estados Unidos, que aprovaram um pacote no fim do ano, especialistas acreditam que os investidores estrangeiros estão em busca de mercados emergentes para aplicar dinheiro.

Isso porque, em uma eventual retomada da normalidade, esses países têm um bom upside, ou seja, um bom potencial de crescimento. Isso deverá gerar lucros para aqueles que compram ações em um momento de crise pagando menos.

*Estagiário sob a supervisão de Ed Wanderley

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