TRABALHO

População fora da força de trabalho soma 76,4 milhões, diz IBGE

São 2,727 milhões de pessoas que deixaram a população fora da força em um trimestre, diferença de 4,3% ante o trimestre móvel imediatamente anterior

Vera Batista
postado em 28/01/2021 12:12 / atualizado em 28/01/2021 13:09
 (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta quinta-feira (28/1) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE), que divulgou taxa de desemprego de 14,1% no trimestre encerrado em novembro de 2020, também apontou que a população fora da força caiu 3,4%, com retração de 2,7 milhões de pessoas quando comparada com o trimestre anterior. Já em relação ao mesmo período de 2019, cresceu 17,3%, ou 11,3 milhões de pessoas a mais. A população fora da força de trabalho somou 76,4 milhões no trimestre até novembro. A população desalentada (5,7 milhões) manteve estabilidade em relação ao trimestre anterior e cresceu 22,9% (mais 1,1 milhão de pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2019.

O percentual de desalentados em relação à população na força de trabalho ou desalentada (5,4%) teve redução de 0,3 ponto percentual em relação ao trimestre anterior; e, por outro lado, registrou aumento de 1,2 ponto percentual, no confronto com o mesmo trimestre de 2019. Houve redução na força de trabalho potencial (pessoas que não estavam nem ocupadas nem desocupadas, mas com potencial para se transformar em força de trabalho).

Esse grupo caiu 15,8% frente ao trimestre anterior, uma redução de 2,1 milhões de pessoas. Os desalentados foram estimados em 5,7 milhões, quantidade de pessoas que se manteve estável em relação ao último trimestre. Se comparado ao mesmo trimestre de 2019, quando havia no país 4,7 milhões de pessoas desalentadas, houve um crescimento de 22,9%. O número de subocupados por insuficiência de horas trabalhadas (6,7 milhões) subiu 12,6% (mais 751 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e se manteve estável, em relação a 2019.

Rendimento

O rendimento médio real habitual (R$ 2.517) no trimestre terminado em novembro caiu 2,7% frente ao trimestre anterior e subiu 4% contra o mesmo trimestre de 2019, informa a Pnad Contínua. A massa de rendimento real habitual (R$ 210 bilhões) ficou estável frente ao trimestre anterior e caiu 5,9% (menos R$ 13,2 bilhões) contra o mesmo trimestre de 2019.
 

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