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Guedes: saúde, emprego e renda são as prioridades de 2021

Ministro da Economia não disse como o governo vai atacar esses problemas, mas sugeriu que as questões devem ser endereçadas após a volta do Congresso Nacional

Marina Barbosa
postado em 28/01/2021 15:07 / atualizado em 28/01/2021 15:16
 (crédito: Isac Nobrega)
(crédito: Isac Nobrega)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quinta-feira (28/1) que as prioridades deste ano são saúde, emprego e renda. Ele não detalhou, contudo, as medidas que serão implementadas pelo governo para atacar esses problemas.

"Prioridade para o Brasil agora é saúde, emprego e renda. Esperamos que, assim que o Congresso retorne, resolvido o problema das presidências da Câmara e do Senado, o governo possa avançar com as reformas. [...] Voltando o Congresso, temos condições de atacar saúde, emprego e renda, que são as nossas prioridades para o ano de 2021", disse o ministro da Economia.

Guedes falou sobre as prioridades deste ano durante a apresentação dos dados de 2020 do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Segundo o Caged, apesar da pandemia de covid-19 e da alta do desemprego, o país gerou 142,6 mil vagas formais de trabalho no ano passado. O ministro comemorou o resultado do Caged, ressaltando que o resultado, embora menor que o dos anos anteriores, é melhor que o registrado na crise de 2015 e 2016.

"A boa notícia é o acumulado do ano. Na recessão de 2015, quando o PIB caiu 3,5% por erros de política econômica interna, nós destruímos 1,5 milhão de empregos. Na recessão de 2016, também consequência de erros internos de política econômica, nós perdemos 1,3 milhão. E no acumulado de 2020, quando fomos atingidos pela maior pandemia dos últimos 100 anos e tivemos uma queda do PIB de 4,5%, nós geramos 142 mil empregos", afirmou Guedes.

O ministro também destacou que a perda de 67 mil empregos em dezembro de 2020 foi a menor para o mês desde 1995. Ele lembrou que, em 2015 e 2016, o mês registrou cerca de 500 mil vagas a menos de carteira assinada. E afirmou que boa parte desses resultados se deve aos acordos de redução salarial e suspensão do contrato de trabalho, que, segundo o ministro, ajudaram a preservar 11 milhões de empregos em 2020. Guedes não falou, no entanto, do pleito de empresários, que está em estudo na equipe econômica, de que o programa seja renovado neste início de ano.

Retomada 

Por fim, Guedes afirmou que até os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), que foram divulgados nesta quinta-feira (28/1) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam para uma recuperação econômica. É que, além da alta do desemprego, a Pnad constatou a inclusão de quatro milhões de pessoas na população ocupada do país, das quais 1 milhão têm carteira assinada, entre setembro e novembro. "Após a queda inicial, forte, nós estamos recuperando empregos", disse.

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