Covid-19

Guedes defende vacinação de trabalhadores informais

Segundo o ministro, os trabalhadores informais precisam ser vacinados para poder fazer o "retorno seguro ao trabalho"

Marina Barbosa
postado em 22/03/2021 15:55
 (crédito: Edu Andrade/Ascom/ME)
(crédito: Edu Andrade/Ascom/ME)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a defender a vacinação em massa da população brasileira nesta segunda-feira (22/3). Ele disse ser preciso avançar, especialmente, na vacinação dos trabalhadores informais, que são o alvo do auxílio emergencial, para que possam fazer o "retorno seguro ao trabalho".

"As camadas mais frágeis, os 40 milhões de invisíveis, são os que querem trabalhar, pedem para voltar a trabalhar. Mesmo nós liberando o auxílio emergencial, que deve ajudá-los a pelo menos manter a sobrevivência nesse período, nós temos a obrigação de vaciná-los nos próximos três ou quatro meses, para que possam ter o retorno seguro ao trabalho", afirmou Guedes. "É nossa obrigação e vamos fazer tudo para cumpri-la", acrescentou.

O ministro da Economia falou sobre a importância da vacinação contra a covid-19 para a recuperação da economia ao apresentar os resultados da arrecadação federal em fevereiro deste ano. Segundo a Receita Federal, a arrecadação teve o melhor fevereiro da séria histórica, iniciada em 2000, neste ano. Guedes explicou que a economia brasileira estava começando a decolar quando foi atingida pela segunda onda da pandemia de covid-19. O ministro disse, então, que é preciso acelerar a vacinação de forma a controlar a pandemia e, assim, permitir a recuperação econômica.

"A vacinação em massa tem que acelerar, para garantir a chance de sobrevivência e o retorno seguro ao trabalho, principalmente às camadas mais vulneráveis", defendeu Guedes. Ele explicou a ênfase nos trabalhadores informais, que vão voltar a receber o auxílio emergencial no próximo mês, dizendo que há um "desejo desesperado pelo trabalho" nas classes mais baixas e afirmando que, por isso, é preciso liberar o auxílio emergencial, mas também vacinar essa população.

"Temos que evitar a crueldade do dilema do 'ou ficam em casa com dificuldades para manutenção da sua sobrevivência pessoal ou vão sair arriscados a perder a vida pela covid'", afirmou.

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