Covid-19

Guedes: vacina pode permitir "baque menos profundo e mais curto" da economia

Segundo o ministro, vacinar os mais vulneráveis — sejam eles idosos ou trabalhadores informais — é a missão do governo em meio ao agravamento da pandemia

Marina Barbosa
postado em 30/03/2021 14:21
 (crédito: Edu Andrade/Ascom/ME)
(crédito: Edu Andrade/Ascom/ME)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a dizer nesta terça-feira (30/3) que a economia brasileira estava se recuperando de forma vigorosa até ser atingida pela segunda onda da pandemia. Ele destacou, no entanto, que agora é preciso avançar com a vacinação contra a covid-19 para garantir que "o baque, desta vez, seja menos profundo do que foi o baque em abril do ano passado".

Guedes falou sobre o impacto econômico da segunda onda da doença na apresentação do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que apontou a criação recorde de 401 mil vagas de trabalho formal em fevereiro deste ano. Ele disse que o dado mostra, "mais uma vez, o vigor da economia brasileira surpreendendo as expectativas". Porém, admitiu que, hoje, o Brasil está enfrentando uma "cauda particularmente feroz e agressiva" da pandemia. Por isso, reforçou que o foco agora deve ser a vacinação em massa contra a covid-19.

"Nós temos que admitir que a economia do ponto de vista do mercado formal de trabalho está se recuperando em altíssima velocidade. São 400 mil novos empregos, um recorde para o mês de fevereiro, que indica que estamos no caminho certo do ponto de vista da recuperação da atividade econômica. Nosso foco, agora, tem que ser a vacinação em massa, justamente para a proteção dos quase 40 milhões de brasileiros do mercado informal, principalmente", afirmou Guedes.

O ministro explicou que a vacinação dos trabalhadores informais é necessária "para que os 40 milhões de invisíveis não fiquem nessa escolha cruel de sair de casa e ser abatido pelo vírus ou ficar em casa e ser abatido pela fome".

1 milhão de vacinados por dia

Segundo Guedes, a vacinação contra a covid-19 é essencial para garantir que a segunda onda da pandemia não terá um efeito tão danoso quanto o do ano passado na atividade econômica. "O ministro da Saúde (Marcelo Queiroga) anunciou que, a partir de abril, serão 1 milhão de vacinas por dia. Já temos 15 milhões de vacinados. Em 30 dias, serão 45 milhões. A população idosa estará praticamente toda vacinada, o que significa que deve cair vertiginosamente a taxa de óbitos. Poderemos, então, pensar no retorno seguro ao trabalho, para que o baque desta vez seja menos profundo do que foi o baque em abril do ano passado, e para que seja bem mais curto", calculou.

O ministro garantiu, então, que "a missão do governo é a vacinação em massa, que vai proporcionar o retorno seguro ao trabalho, principalmente desses mais vulneráveis, seja do mercado informal, seja dos mais idosos". E lembrou que, para além disso, o governo vem trabalhando na reedição de programas que se mostraram efetivos no combate à crise econômica da covid-19 no ano passado, como o auxílio emergencial e o Benefício Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm).

Guedes, no entanto, não deu prazo para a volta do BEm, que vem sendo cobrada pelos empresários, porque o financiamento do programa está dependendo do ajuste do Orçamento deste ano, que já saiu do Congresso desatualizado e, por isso, terá que ser consertado para ser cumprido.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

CONTINUE LENDO SOBRE