América Latina

Nuvemshop vira unicórnio com aporte de R$ 2,6 bilhões

No início do ano passado, a companhia tinha 100 funcionários e, agora, chegou a 600. Na visão de Sosa, a empresa chegará aos 5 mil empregados nos próximos anos

Agência Estado
postado em 18/08/2021 11:28 / atualizado em 18/08/2021 11:29
 (crédito: logo/reprodução site)
(crédito: logo/reprodução site)
A plataforma de e-commerce Nuvemshop é o mais novo unicórnio da América Latina. Em nova rodada de investimentos, a empresa levantou US$ 500 milhões (o equivalente a R$ 2,6 bilhões) e passou a ser avaliada em US$ 3,1 bilhões (R$ 16 bilhões).
Com o dinheiro novo, a empresa quer acelerar o crescimento de sua base de clientes - na maior parte, pequenos e médios varejistas -, lançar ferramentas próprias em soluções financeiras, logística e também ampliar a presença em outros países além de Brasil e Argentina, como México, Peru, Chile e Colômbia. O Brasil é, de longe, o principal mercado da empresa fundada, há 11 anos, na Argentina.
"Foi um aporte inesperado, pois no nosso último aporte, realizado em março, pensávamos que o interesse dos fundos iria diminuir, mas só aumentou", afirma Santiago Sosa, fundador e presidente da Nuvemshop. "Um dia eu acordei e pensei que estava sendo cabeça-dura em não ouvir novas propostas."
A empresa também vai usar o aporte para contratar mais pessoas, algo que tem feito de maneira acelerada desde o início da pandemia. No início do ano passado, a companhia tinha 100 funcionários e, agora, chegou a 600. Na visão de Sosa, a empresa chegará aos 5 mil empregados nos próximos anos.
Fundos
O investimento foi liderado pelos fundos Insight Partners e Tiger Global Management, que já investiram em Twitter e Uber, respectivamente, e também teve a entrada de outros novos acionistas como Alkeon, Owl Rock, Sunley House Capital e VMG Partners. Os atuais investidores, como os fundos Accel e Kaszek, também fizeram parte da rodada.
Esse investimento é o quarto maior já realizado em uma empresa da América Latina, atrás somente dos aportes de Nubank (US$ 1,15 bilhão) e Loft (US$ 525 milhões), concretizados neste ano, além do realizado na colombiana Rappi (US$ 1 bilhão), em 2019.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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