Varejo

Vendas no varejo voltam a crescer em julho, com alta de 1,2%

Comércio registrou duas altas consecutivas em abril e em maio, caiu 1,7% em junho, e retomou crescimento em julho, apontam dados do IBGE

Fernanda Fernandes
postado em 10/09/2021 10:23 / atualizado em 10/09/2021 16:59
 (crédito: Tânia Rêgo /Agência Brasil)
(crédito: Tânia Rêgo /Agência Brasil)

Com taxa positiva de 1,2% em julho frente a junho, as vendas no varejo voltaram a crescer, aponta Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo nesta sexta-feira (10/9), o comércio varejista que havia registrado duas altas consecutivas, em abril e em maio, sofreu uma queda de 1,7% em junho, e agora “recupera o ritmo”.

Os dados da PMC também apontam alta na média móvel trimestral, que cresceu 1,1% frente ao trimestre encerrado em junho (2,2%). Na comparação com o mesmo período de 2020, houve crescimento pela quinta vez consecutiva, dessa dez de 5,7%. O acumulado no ano chegou a 6,6%, e o nos últimos 12 meses permaneceu em 5,9%.

Segundo o IBGE, cinco das oito atividades avançaram na série com ajuste sazonal. O crescimento no volume de vendas foi verificado em artigos de uso pessoal e doméstico (19,1%), vestuário (2,8%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (0,6%), produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,2%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,1%). A pesquisa também aponta que, no mês de julho, o brasileiro consumiu menos livros, jornais, revistas e papelaria (-5,2%), móveis e eletrodomésticos (-1,4%) e combustíveis e lubrificantes (-0,3%).

Apesar de registrar alta de 6,4% em relação a julho de 2020, o setor dos combustíveis e lubrificantes, um dos que mais têm sido atingidos pela inflação, apresentava perda de ritmo no acumulado em 12 meses no mês de junho (-2,1%). Esse recuo se manteve, embora tenha desacelerado para -0,6% em julho.

Já o setor de Tecidos, vestuário e calçados foi um dos que mais cresceram. Na comparação com o mesmo período de 2020, o aumento foi de 42,0%. “A atividade respondeu pelo segundo maior impacto positivo na formação da taxa global do varejo”, diz nota técnica do IBGE. No acumulado dos últimos 12 meses, o grupo deu um salto de 3,9% em junho para 10,3% em julho.

Ainda segundo o instituto, na comparação com o ano passado, o segmento de outros artigos de uso pessoal e doméstico (que engloba lojas de departamentos, óticas, joalherias, artigos esportivos, brinquedos, etc) foi o que mais contribuiu positivamente no resultado geral do varejo, em julho, representando 4,7 p.p do total de 5,7%. “O acumulado no ano (32,5%), comparado a junho (31,5%), mostrou ganho de ritmo”, diz o IBGE. Já nos últimos 12 meses, o grupo registrou alta de 23,0%.

A PMC de julho também demonstra uma perda sutil de demanda por artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, que no acumulado no ano passou de 16,2% até junho, para 14,4% até julho. Nos últimos 12 meses, o percentual diminuiu de 14,4% para 13,6%.

Livros, móveis e eletrodomésticos

Um dos grupos que desaceleraram nos últimos 12 meses foi Livros, jornais, revistas e papelaria. Em julho, o setor praticamente manteve a queda registrada em junho neste indicador, passando de -28,3% para -28,2%. Já móveis e eletrodomésticos recuaram de 11,0% até junho para 6,8% até julho no acumulado em um ano, “mostrando diminuição no ritmo de vendas”. No acumulado nos últimos 12 meses (12,7%), o segmento também teve queda comparado ao acumulado até junho (16,3%).

Outro setor ainda em baixa, segundo o IBGE, é o de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, que registrou queda de 5,6% em relação a julho de 2020. No acumulado no ano, o segmento registrou alta de 4,1%, abaixo da registrada até junho (5,9%). Em 12 meses, o decréscimo se manteve em -3,0%.

Alimentos e bebidas

O setor de alimentos, bebidas e fumo registrou recuo de 1,8% frente a julho de 2020. É a sexta taxa negativa consecutiva nesse segmento, nessa comparação. Com diminuição de perda de ritmo em relação ao resultado de junho (-3,0%), o grupo foi o segundo que mais contribuiu, no campo negativo, para o indicador, com -0,9%. No acumulado no ano, a variação tem sido quase nula nos últimos três meses (-2,7%, -2,7% e -2,6%, em maio, junho e julho, respectivamente). Em 12 meses, o setor também mostrou recuo, passando de 0,8% em junho para 0,1% em julho.

Veículos e construção

A pesquisa do IBGE também aponta dados do comércio varejista ampliado, que inclui o setor de veículos, motos, partes e peças, e do segmento de material de construção. A PMC aponta que, em julho, o setor de veículos teve variação positiva de 18% e, em um ano, aumentou 25,9%. O percentual, porém, é menor do que os registrados em junho (32,9%) e maio (72,4%) deste ano, o que reflete a escassez de componentes na indústria automotiva. Os materiais de construção, que vinham de uma alta de 25,7% em maio, caíram para 5,4% em junho e, em julho, registraram taxa negativa de -4,7%.

 

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