NEGÓCIOS

Aumento nos insumos impactam números do mercado imobiliário, diz CBIC

Em levantamento divulgado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) mostra queda nas vendas no 3º trimestre. Casa Verde e Amarela foi o mais afetado

Fernanda Strickland
postado em 22/11/2021 11:57 / atualizado em 22/11/2021 12:06
 (crédito:  Alexandre Carvalho/Gov SP)
(crédito: Alexandre Carvalho/Gov SP)

O aumento nos insumos dos materiais de construção impactou, novamente, os números do mercado imobiliário no país, no 3º trimestre deste ano. Motivadas por essa elevação e sem a contrapartida do poder de compra das famílias, as vendas de imóveis novos registram queda de 9,5% este trimestre, em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados em coletiva de imprensa on-line nesta segunda-feira (22/11).

Segundo os Indicadores Imobiliários Nacionais do 3º trimestre de 2021, realizado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em comparação com o trimestre anterior, as vendas caíram 11,2% e os lançamentos cresceram 7%. Já no acumulado de janeiro a setembro deste ano, as vendas aumentaram 22,5%, em relação a 2020.

O presidente da CBIC, José Carlos Martins, afirma que os números mostram que o mercado imobiliário vem se adequando à economia. De acordo com o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), calculado e divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o custo com materiais e equipamentos registrou alta de 14,94% nos últimos 12 meses encerrados em outubro.

No entanto, de acordo com o levantamento, o presidente da CBIC disse que a inflexão mais acentuada foi registrada no programa Casa Verde e Amarela, que sofreu queda durante o 3º trimestre, tanto nas vendas quanto nos lançamentos. Em relação ao trimestre anterior, as vendas caíram 15,3% e os lançamentos, 10,7%. “Isso ocorreu por causa de três fatores, em primeiro lugar devido a inflação, em segundo o cenário político e por último o aspecto do emprego”, explicou.

De acordo com o vice-presidente da área de Indústria Imobiliária da CBIC, Celso Petrucci, a resposta do governo federal para adequação do programa habitacional, com calibragem da curva de descontos e o aumento dos limites máximos de preço, deverá surtir efeito a partir do quarto trimestre de 2021.

No total de unidades foram lançadas e vendidas em todas as regiões brasileiras. A representatividade do CVA sobre o total de lançamentos, no 3º trimestre, foi de 40%, o menor índice desde o 4º trimestre de 2019. Sobre o total de vendas, essa participação foi de 47%. No 1º trimestre, a representatividade do programa sobre o total de lançamentos era de 55,6% e sobre o total de vendas, 51,5%.

Para o vice-presidente da área de Indústria Imobiliária da CBIC, a queda dos números reforça a importância das medidas governamentais de adequação do programa.

O levantamento faz parte do estudo Indicadores Imobiliários Nacionais do 3º trimestre de 2021, realizado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional), em parceria com a Brain Inteligência Estratégica. Os dados coletados e analisados de 162 municípios, sendo 20 capitais, de Norte a Sul do país. Algumas cidades foram avaliadas individualmente ou dentro das respectivas regiões metropolitanas.

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