Golpe

Valores a receber: Polícia Civil de São Paulo alerta para novo golpe

Com a disponibilização das consultas no Sistema de Valores a Receber (SVR), vários golpes começaram a surgir

Michelle Portela
postado em 17/02/2022 19:50
 (crédito: Reprodução)
(crédito: Reprodução)

A Polícia Civil de São Paulo usou as redes sociais para alertar a população contra golpes relativos ao programa de resgate dinheiro "esquecido" no sistema bancário lançado pelo Banco Central. Com a disponibilização das consultas no Sistema de Valores a Receber (SVR), vários golpes começaram a surgir.

De acordo com a PCSP, golpistas enviam links falsos aos usuários com a promessa de facilitar o recebimento de valores. Ao clicar no link fraudulento, a vítima é encaminhada a um site falso que colhe dados pessoais das vítimas. 

Por isso, a polícia alerta aos usuários que ninguém está autorizado a tratar de dados pessoais, principalmente, em nome do Banco Central, que não envia links por qualquer meio às pessoas cadastradas no sistema bancário. 

Fraudes

Especialistas da Kaspersky monitoraram a criação de sites fraudulentos usados para roubar dinheiro das vítimas. Nas primeiras 48 horas foram identificados quase 30 endereços com este tema. Segundo Fábio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky no Brasil, uma curiosidade sobre esses esquemas é que os criminosos também se aproveitam para lançar fraudes relacionadas ao PIX, pois muitas vezes o site clonado mostra um suposto saldo que poderá ser resgatado imediatamente pelo sistema de transferência instantânea.

“É claro que tudo isso é lábia dos bandidos para convencer as vítimas a informarem seus dados pessoais e credenciais financeiras”, esclarece Assolini.

Viúvas

O novo Sistema de Valores a Receber do Banco Central, que permite ao cidadão ter acesso a consulta de valores esquecidos, já está disponível a partir desta segunda-feira (14). O BC divulgou que informará a viúvos e órfãos sobre o saque de valores esquecidos. Na primeira etapa do serviço são cerca de R$ 4 bilhões a serem devolvidos. A autoridade financeira estima que os clientes tenham a receber cerca de R$ 8 bilhões.


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