FERTILIZANTES

Apesar de crise com fertilizantes, Tereza Cristina diz que safra está segura

Ministra ainda afirmou que MAPA trabalha com a possibilidade de ter novos parceiros para importações ainda que seja momentâneo

Cristiane Noberto
postado em 02/03/2022 19:43
 (crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
(crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou na tarde desta quarta-feira (2/3) que, apesar de haver "um problema" com os fertilizantes para a safra de outubro, os plantios desta safra estão assegurados. De acordo com a chefe da pasta, o ministério deverá lançar um plano com diretrizes para autossuficiência dos insumos até o final do mês.

Segundo Tereza Cristina, o Mapa trabalha com a possibilidade de importar fertilizantes de outros países, ainda que em menores quantidades. “O nosso plano é buscar outros parceiros nesse momento. Importar menos, mas que são importantes nesse momento. O Chile tem potássio, o Oriente Médio têm disponibilidade de ureia e temos algumas alternativas para suprir as deficiências que possam vir a ter”, afirmou a jornalistas.

De acordo com a ministra, a safrinha já está ocorrendo e “o que precisava de fertilizante nela, já chegou, já está nas mãos dos produtores, já estão plantando e muito adiantada”. Contudo, ela ressaltou que a safra de verão “é uma preocupação”, mas que há estoques suficientes até lá.

“No momento em que se encontra com a Rússia e a Ucrânia, precisamos saber se eles serão embarcados (os fertilizantes). Precisamos de muita cautela nesse momento. Nem Belarus nem Rússia disseram que vão deixar de importar ao Brasil”, afirmou a ministra, que ainda disse que há um grupo de monitoramento do MAPA sobre a questão e distribuição dos insumos aos produtores.

Tereza Cristina ainda frisou que, apesar de Rússia e Belarus serem importantíssimos, o Brasil tem alternativas. “Temos outros parceiros que poderão fazer, se não todo, boa parte desse suprimento. Se for preciso substituir, faremos".

A ministra também não descartou a possibilidade de diminuir porcentagem das produções. "Podemos produzir um pouco menos, mas temos potencial. É muito cedo ainda para termos o veredito. Temos que ter alternativas com soluções. Se terminar agora o conflito, ótimo, mas só vamos saber quando isso estiver posto. Temos que trabalhar com alternativas com os impactos que poderão vir a ter e não podemos criar problemas”, frisou.

Ao ser questionada sobre os impactos nos preços no Brasil, a chefe da pasta afirmou que é um caminho incerto, mas que trabalha para diminuir os solavancos que podem ter no bolso do brasileiro. "O trigo subiu porque a Ucrânia é grande produtor e hoje o mercado é globalizado. Mas, tudo vai depender do timing. A gente acha que terá uma alta sim, a soja o milho já subiram e já caíram um pouco. Nós temos que acompanhar e diminuir os impactos que podem ter", disse.

  

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