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Novo presidente da Petrobras diz que não alterará política de preços

O novo dirigente da empresa defendeu, ainda, uma melhor comunicação com a população para que se possa melhorar o entendimento da política de preços da petroleira

Vitor Correia
postado em 15/04/2022 06:00
 (crédito: Bruno Spada/MME)
(crédito: Bruno Spada/MME)

O novo presidente da Petrobras, José Mauro Ferreira Coelho, tomou posse, na quinta-feira (14/4), na sede da estatal, no Rio de Janeiro e indicou que possivelmente não alterará a política de preços da empresa, que acompanha as cotações internacionais do petróleo. Isso porque, no discurso que fez, destacou que o valor de mercado é condição necessária para criação de um ambiente de negócios competitivos, atração de investimentos e novos agentes econômicos no setor, além de garantir o abastecimento do mercado interno.

Ele observou que somente com a consolidação desse cenário é que se permitirá elevar o aumento da concorrência, cujo maior beneficiário, segundo ele, é o consumidor brasileiro. "É importante ressaltar que, embora sejamos autossuficientes e exportadores de petróleo, somos importadores de vários combustíveis, como gás de cozinha, gasolina, diesel e querosene de aviação, o que impõe a agentes de mercado e governo federal grandes desafios para a garantia de abastecimento", disse.

O novo dirigente da empresa defendeu, ainda, uma melhor comunicação com a população para que se possa melhorar o entendimento da política de preços da petroleira. "Muitas vezes, não conseguimos ter comunicação que chegue de forma palatável para o povo brasileiro. Maior interação com Congresso Nacional, com Executivo Nacional", explicou.

Elogio à gestão

Ferreira Coelho foi escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) — ao qual agradeceu "pela confiança em mim depositada e indicação para ocupar o cargo" — para substituir o general Joaquim Silva e Luna, demitido devido às pressões causadas pelo reajuste de até 30% nos preços dos combustíveis em março. Ferreira Coelho elogiou a gestão da empresa, afirmando que as mudanças implementadas desde 2017 reduziram a dívida bruta de US$ 160 bilhões, em 2014, para US$ 60 bilhões, em 2021.

Ele sinalizou ao mercado, ainda, a manutenção de uma série de políticas da Petrobras, como desinvestimentos em campos maduros de petróleo, em refinarias de petróleo e no setor de gás natural, como no Gaspetro e no TBG. "Vamos ser aderentes ao plano estratégico 2022-2026, maximizando ativos de águas profundas e ultraprofundas", afirmou Ferreira Coelho, acrescentando que os investimentos em refino serão focados em locais próximos da produção. (Com Agência Estado)

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