MINERAÇÃO

Ibram estima investimento de US$ 40,44 bi até 2026, mesmo com retração

Investimentos da indústria de mineração no Brasil deverão somar US$ 40,44 bilhões no período de 2022 a 2026, estima o presidente do órgão, Raul Jungmann

Michelle Portela
postado em 26/04/2022 15:43 / atualizado em 26/04/2022 15:44
 (crédito: Vinícius Mendonça/Ibama  )
(crédito: Vinícius Mendonça/Ibama )

Os investimentos da indústria de mineração no Brasil deverão somar US$ 40,44 bilhões no período de 2022 a 2026, estimou o presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Raul Jungmann, nesta terça-feira (26/4). No primeiro trimestre deste ano, a produção mineral brasileira recuou 13% na comparação com o mesmo período do ano passado, o que corresponde a 200 toneladas de minérios.

A redução implicou em queda de 20% no faturamenro, para R$ 70,3 bilhões, pressionado pela redução nos preços do minério de ferro. De acordo com o presidente do órgão, o montante para o quinquênio registra uma redução de US$ 900 milhões na comparação com a projeção de investimentos para o período de 2021/2025.

A maior parte dos investimentos, 54%, é referente a aportes que ainda estão programados, enquanto 46% do montante se refere a projetos já em execução. "Temos a preocupação em manter a agenda ESG", explicou Jungmann, ressaltando que 10% dos investimentos são em projetos socioambientais para o quinquênio.

Além disso, o Ibram indica mais de US$ 5 bilhões em projetos de fertilizantes em cinco anos, e pouco mais de US$ 600 milhões em empreendimentos sendo executados. Minas de bauxita e ouro também têm programações de US$ 5,57 bilhões e US$ 2,9 bilhões respectivamente, até 2026, incluindo aportes programados e execuções de projetos.

Exportações

A receita com a produção de minério de ferro recuou 33% no primeiro trimestre, para R$ 32,7 bilhões, enquanto o setor de ouro faturou 14% a menos, para R$ 6,5 bilhões. Já o segmento de minério de cobre registrou aumento de 30% para R$ 5 bilhões.

As exportações minerais brasileiras somaram US$ 9,4 bilhões no primeiro trimestre, queda de 22,8% na comparação anual, com um recuo nas importações da China, principal cliente do minério de ferro do Brasil.

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