Conjuntura

Vendas no varejo fecham 1º trimestre em alta com crescimento de 1%, diz IBGE

Setor fecha o primeiro trimestre com aumento de 1,3% na comparação com o mesmo período de 2021

Fernanda Strickland
postado em 10/05/2022 10:43 / atualizado em 10/05/2022 18:03
 (crédito: Paulo Pinto/Fotos Públicas)
(crédito: Paulo Pinto/Fotos Públicas)

O volume de vendas do comércio varejista no país cresceu 1,0% em março, na comparação com fevereiro, apresentando o terceiro mês consecutivo de alta. Já março teve alta de 4,0% contra o mesmo mês do ano passado. Dessa forma, o setor fecha o primeiro trimestre com aumento de 1,3% na comparação com o mesmo período de 2021.

Segundo especialistas, o resultado ainda é um reflexo da segunda onda da covid-19. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta terça-feira (10/5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo, as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, o volume de vendas apresentou aumento de 0,7% frente a fevereiro.


Trajetória irregular

Para o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, a terceira alta consecutiva chama a atenção, já que isso não acontecia desde maio a outubro de 2020 (cinco meses consecutivos), período de recuperação do comércio após as grandes quedas registradas no auge da pandemia.

“A trajetória vinha sendo claudicante, irregular. Esses três meses de alta significam um trimestre forte, embora os crescimentos ainda não sejam homogêneos entre todas as atividades”, explica.

Em março, o setor ficou 2,6% acima do patamar pré-pandemia, de fevereiro de 2020. O varejo ampliado registrou 1,7%. No entanto, relembra Cristiano, a recuperação ainda não é difundida entre as atividades, já que seis setores estão abaixo do patamar pré-pandemia, e quatro, acima, considerando o comércio varejista ampliado.

De acordo com o economista-chefe da Terra Investimentos, João Maurício Lemos Rosal, em março esses resultados seguem refletindo os efeitos da segunda onda da doença e do isolamento social. “A título de exemplo, na comparação anual, praticamente, todos os setores do varejo cresceram, com Tecidos e vestuário liderando as altas com crescimento de 81,3% a/a”, aponta.

O economista-chefe da Gladius Research, Benito Salomão, explica que, se nós compararmos no acumulado de 12 meses, nós estamos no campo positivo também em 1.9%. “Isso significa que embora a inflação esteja corroendo a renda das famílias, com a alta do custo de vida, as políticas compensatórias, como auxílio, tem feito algum efeito na renda das famílias e permitindo um maior consumo”, comenta.

“É preciso ver também se há movimento de crédito que pode estar subsidiando isso, sobretudo no que se refere ao varejo ampliado. Pois motos, carro e material de construção dependem muito da questão do crédito.”

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