ECONOMIA

Guedes pede a cadeia produtiva e supermercados que congelem os preços

No mesmo evento, o presidente Jair Bolsonaro pediu para os empresários do setor que "tenham o menor lucro possível"

Cristiane Noberto
postado em 09/06/2022 19:00 / atualizado em 09/06/2022 21:16
Guedes e Bolsonaro durante o 2° Fórum da Cadeia Nacional de Abastecimento da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) - ESG -  (crédito: Reprodução/Youtube)
Guedes e Bolsonaro durante o 2° Fórum da Cadeia Nacional de Abastecimento da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) - ESG - (crédito: Reprodução/Youtube)

Em meio a alta inflação, o ministro da Economia, Paulo Guedes, pediu aos donos de supermercados e a cadeia produtiva que dêem “um freio na alta dos preços”. A declaração ocorreu durante o 2° Fórum da Cadeia Nacional de Abastecimento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) - ESG, nesta quinta-feira (9/6).

“Eu encerro reforçando o pedido, que é o seguinte: agora é hora de dar um freio nessa alta de preços. É voluntário, é para o bem do Brasil. Da mesma forma que os governadores têm que colocar a mão no bolso e ajudar o Brasil, o empresariado brasileiro tem que entender o seguinte: devagar agora um pouco porque a gente tem que quebrar essa cadeia inflacionária”, disse o ministro.

Guedes ainda tentou ser otimista ao dizer que o Brasil será o primeiro a deixar a crise de inflação que assola o mundo. Por isso, ele pediu o congelamento de preços até o ano que vem. “Nova tabela de preços, só em 2023. Trava os preços. Vamos parar de aumentar aí, dois, três meses. Nós estamos em uma hora decisiva para o Brasil”, frisou.

No mesmo evento, o presidente Jair Bolsonaro (PL)apelou para que empresários do setor “tenham menor lucro possível” em relação a produtos que compõem a cesta básica e reconheceu a alta da inflação principalmente em alimentos e combustíveis.“Hoje em dia está como vilão da cesta básica o preço do óleo de soja, temos outros produtos que subiram bastante: ovos, leite, açúcar, café. Então, é um apelo pela nossa economia, para que nós possamos, ao continuar o governo, mostrar a vocês que nós não queremos, por exemplo, revogar a reforma trabalhista", disse.

Reajuste para servidores não vai sair neste ano

Durante a participação no evento, Guedes aproveitou para falar de outro tema polêmico: o reajuste dos servidores federais. “O governo federal não conseguiu dar aumento de salários (existia a expectativa de aumento de 5%), mas reduziu impostos para 200 milhões de brasileiros, ao invés de ajudar só o funcionalismo, que ajudou nessa guerra. Logo ali na frente, vai ter aumento para todo mundo, vamos fazer reforma administrativa. Mas agora está em guerra também”, disse.

O prazo para o governo federal conceder o reajuste é 180 dias antes do fim do mandato, segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal. Para que o presidente Jair Bolsonaro (PL) consiga dar o aumento antes das eleições, ele precisa enviar uma proposta para o Congresso Nacional e tramitar nas duas Casas (Câmara dos Deputados e Senado) — ou em sessão conjunta — até 4 de julho.

 

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