ELEIÇÕES NO BID

Guedes indica Ilan Goldfajn para presidência do BID

Prazo para a candidatura ao cargo de presidente do BID termina em 11 de novembro e a eleição está marcada para o dia 20 do mesmo mês

Rosana Hessel
postado em 24/10/2022 22:54

O ministro da Economia, Paulo Guedes, indicou oficialmente o ex-presidente do Banco Central Ilan Goldfajn como candidato do Brasil ao cargo de presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Em nota pública divulgada pela assessoria da pasta nesta segunda-feira (24/10), o ministro disse que Goldfajn “concilia ampla e bem-sucedida experiência profissional no setor público, em organismos multilaterais e no setor privado, além de sólida formação acadêmica, que o qualificam para o exercício do cargo de presidente da instituição". 

“O Brasil está comprometido com os princípios da boa governança necessários para a condução profissional e eficiente do BID e com a atuação do banco no processo de integração regional, impulsionando o desenvolvimento de infraestrutura verde de transportes, energia e telecomunicações, entre os países membros da instituição. Com isso, busca-se uma maior integração da América Latina e Caribe às cadeias regionais e globais de valor, com ganhos esperados de produtividade, emprego e renda para a região”, destacou a nota.

Além disso, o documento acrescentou que “será importante buscar uma maior participação privada sempre que esta seja possível, num esforço para aumentar significativamente a mobilização de recursos para o financiamento dos projetos de desenvolvimento sustentável da região”.

O prazo para candidatura ao cargo de presidente do BID termina em 11 de novembro de 2022 e a eleição está marcada para o dia 20 de novembro de 2022.

Doutor em economia pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), Goldfajn, atualmente, ocupa o cargo de diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Whashington. Com passagem em bancos privados, como Itaú Unibanco e Credit Suisse, ele foi presidente do Banco Central, entre 2016 e 2019, e diretor de Política Econômica da autoridade monetária, entre 2000 e 2003.

De acordo com a nota, o Ministério da Economia, apoiado pelo Ministério das Relações Exteriores, "fará gestões para que o Brasil, que é o segundo maior acionista do banco, assuma a presidência do BID pela primeira vez desde a sua criação".

Fundado em 1959, o BID tem como propósito financiar projetos viáveis de desenvolvimento econômico, social e institucional e promover a integração comercial regional na área da América Latina e o Caribe. Desde então, a instituição teve cinco presidentes eleitos. O último, o norte-americano Mauricio Claver-Carone, assumiu o cargo em 2020, mas foi retirado da função, em 26 de setembro deste ano, pela assembleia de governadores do banco.

Carone foi demitido após uma investigação concluir que ele manteve uma relação íntima com uma funcionária do banco, desrespeitando as normas da instituição multilateral. Desde então, a vice-presidente Executiva, Reina Irene Mejía, representante de Honduras, atua como presidente até que um novo presidente seja eleito em 20 de novembro.

O antecessor de Carone, o colombiano Luis Alberto Moreno, presidiu o BID por 15 anos, ocupando o cargo entre 2005 e 2020.

 

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