Conjuntura

Confiança do consumidor cai 3,3 pontos em novembro, diz FGV IBRE

Segundo o indicador, este é o menor nível desde agosto. Em médias móveis trimestrais, índice continua avançando 0,5 ponto, para 87,6 pontos influenciado pela alta nos últimos quatro meses

Rafaela Gonçalves
postado em 24/11/2022 15:59
 (crédito:  Ana Rayssa/CB/D.A Press)
(crédito: Ana Rayssa/CB/D.A Press)

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), registrou queda de 3,3 pontos em novembro, alcançando 85,3 pontos. Segundo o indicador, divulgado nesta quinta-feira (24/11), este é o menor nível desde agosto. Em médias móveis trimestrais, o índice continua avançando 0,5 ponto, para 87,6 pontos influenciado pela alta nos últimos quatro meses.

De acordo com a coordenadora das sondagens do FGV IBRE, Viviane Seda Bittencourt, este é o segundo mês consecutivo de queda. “Passado o efeito das transferências de renda, os consumidores de baixa renda voltam a se sentir menos satisfeitos sobre a situação financeira familiar e revisar suas expectativas para baixo nos próximos meses. Mesmo com uma queda das perspectivas sobre a inflação e um efeito ainda positivo no mercado de trabalho, há um aumento do pessimismo sobre as finanças familiares nos próximos meses”, afirmou.

Em novembro, a queda do ICC foi influenciada pela piora das avaliações sobre o momento e pela redução das expectativas em relação aos próximos meses. Após três meses de alta, o Índice de Situação Atual (ISA) caiu 3,7 pontos, para 70,8 pontos, o menor nível desde julho de 2022 (70,3 pontos), enquanto o Índice de Expectativas (IE) recuou 2,7 pontos, para 96,0 pontos, pelo segundo mês consecutivo.

Houve piora da satisfação das famílias sobre a situação econômica e as finanças pessoais no momento. O indicador que mede as avaliações sobre a situação financeira das famílias caiu 5,6 pontos, para 60,9 pontos, o pior resultado desde março de 2022. O indicador que mede a satisfação sobre a situação econômica recuou 1,9 ponto, para 81,2 pontos após acumular cinco altas consecutivas.

Queda no otimismo 

Entre os quesitos que compõem o ICC, o que mais contribuiu para a queda no mês foi a situação financeira das famílias nos próximos seis meses. O indicador recuou 5,6 pontos, para 92,5 pontos, menor patamar desde agosto. O indicador que mede o grau de otimismo com a situação econômica geral caiu 4,6 pontos para 110,6 pontos, o único ainda acima do nível neutro. Na contramão, a intenção de compra de bens duráveis subiu 2,5 pontos para 85,5 pontos, compensando a perda do mês anterior.

A análise por faixa de rendas, mostra perda de confiança em todas, exceto para os consumidores de maior poder aquisitivo (renda acima de R$ 9.600,01). “É possível que ainda exista algum espaço para o consumo pelas famílias de maior poder aquisitivo, mas dada as condições macroeconômicas, sua sustentação nos próximos meses acaba sendo uma tarefa difícil”, destacou Bittencourt.

A avaliação dos consumidores de renda mais baixa sobre a situação financeira das famílias voltou a cair influenciada após a melhora dos últimos meses motivada pelos incentivos fiscais e transferências de renda. Para as classes de renda mais alta, os consumidores continuam revisando suas expectativas para baixo, mas há algum espaço para consumo nos próximos meses.

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