Banco Central

Campos Neto e Haddad se entendem e dão tom otimista para crescimento econômico

Os dois participaram do CEO Conference Brasil 2024 e chamaram atenção por suas percepções positivas em relação à manutenção da meta de zerar o deficit fiscal este ano

 O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. -  (crédito:  Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. - (crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
postado em 07/02/2024 03:55

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, convergiram, dando um tom otimista para o crescimento da economia brasileira. Em painéis diferentes, os dois participaram terça-feira (6/2) do CEO Conference Brasil 2024, promovido pelo BTG Pactual, e chamaram atenção por suas percepções positivas em relação à manutenção da meta de zerar o deficit fiscal este ano.

Campos Neto afirmou que a meta, prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) aprovada no ano passado pelo Congresso Nacional, ajudou a ancorar expectativas do mercado e nortear decisões de política monetária. “Em termos de expectativas de inflação, vemos um marco que foi a confirmação da meta. Sempre dizíamos que era muito difícil ter uma visibilidade do que fazer em política monetária sem ter certeza de qual era a meta. Vimos, depois da confirmação da meta, que as expectativas de inflação caíram muito”, declarou.

Ele também citou a questão fiscal como elemento relevante ao mencionar as dificuldades do mercado em acertar a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). “É importante insistir na meta, é preciso de coordenação entre agentes que fazem parte desse equilíbrio. O ministro (da Fazenda, Fernando Haddad) está fazendo um esforço muito grande para que isso aconteça.”

Para Campos Neto, o PIB pode surpreender positivamente no início de 2024. “A perspectiva de crescimento do primeiro trimestre está parecendo que vai surpreender pra cima. Essa é a nossa primeira intuição no Banco Central. A gente vê serviços puxando bastante”, projetou.

Haddad, por sua vez, disse que sempre foi “otimista” em relação ao desempenho da economia brasileira e buscou argumentos para justificar o rombo de R$ 230,5 bilhões. De acordo com ele, o resultado deficitário foi impactado, entre outros motivos, pelo pagamento de precatórios, que são títulos de dívidas do governo federal reconhecidas definitivamente pela Justiça.

Para o ministro da Fazenda, a meta de deficit primário zero para este ano é agora uma meta do país, porque está prevista em lei chancelada pelo Congresso Nacional. Ele citou medidas adotadas pelo governo para ajudar no equilíbrio das contas no futuro próximo e reforçou a importância do apoio do Legislativo.

Haddad acrescentou ainda que espera um crescimento acima de 2% do PIB para 2024. Para ele, o resultado do quarto trimestre de 2023, a ser anunciado, será melhor que a expectativa. “Eu não vejo razão para nós crescermos menos de 2%. A previsão da Secretaria de Política Econômica é de 2,3%. Mas já tem gente de mercado falando em mais, gente séria, falando em 2,6%.”

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