
Uma campanha para deputado federal no Brasil pode custar milhões de reais. Os valores, limitados por um teto de gastos que é o mesmo para todo o país, cobrem uma estrutura complexa que vai muito além de santinhos e comícios. A busca por uma vaga no Congresso Nacional, seja em Pernambuco ou em São Paulo, por exemplo, envolve investimentos significativos.
Os recursos para bancar as campanhas vêm principalmente de duas fontes: o Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como Fundo Eleitoral, e doações de pessoas físicas, com limites estabelecidos por lei. Nas eleições de 2022, o teto de gastos para um candidato a deputado federal foi de R$ 3,17 milhões. Esse valor, corrigido pela inflação em relação a 2018, foi o mesmo para todos os estados.
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Esses valores são investidos em diversas frentes para levar a mensagem do candidato ao maior número possível de eleitores. A maior parte dos recursos costuma ser destinada à produção de programas de rádio, televisão e vídeos para a internet, além da contratação de pessoal para trabalhar nas ruas e nos bastidores.
Onde o dinheiro é gasto?
A prestação de contas dos candidatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) detalha a aplicação dos recursos. A lista de despesas é extensa e revela a operação por trás de uma candidatura competitiva. Os principais gastos incluem:
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Produção e propaganda: criação de jingles, vídeos, materiais gráficos como adesivos e panfletos, e impulsionamento de conteúdo em redes sociais.
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Pessoal: pagamento de cabos eleitorais, coordenadores de campanha, equipes de comunicação e administradores financeiros.
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Eventos e logística: aluguel de carros de som, organização de comícios e caminhadas, além de despesas com transporte e alimentação da equipe.
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Serviços jurídicos e contábeis: contratação de advogados e contadores para garantir que a campanha siga as regras eleitorais e fiscais.
Outros custos relevantes envolvem o aluguel de comitês eleitorais, despesas com telecomunicações e a criação de sites e aplicativos. Cada gasto precisa ser documentado com notas fiscais e detalhado na prestação de contas, que é um documento público.
Após a eleição, todos os candidatos, eleitos ou não, são obrigados a apresentar o balanço final de suas receitas e despesas. Essa transparência permite que qualquer cidadão possa fiscalizar como os recursos públicos e privados foram utilizados durante o período eleitoral.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
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