O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta segunda-feira (9/2) que a oferta de CDBs com rentabilidade acima do Certificado de Depósito Interbancário (CDI) não configura, por si só, irregularidade nem justificaria uma intervenção da autoridade monetária no Banco Master. A declaração foi feita durante evento da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), em São Paulo.
Segundo Galípolo, não há norma que impeça instituições financeiras de captar recursos pagando taxas superiores ao CDI. Ele disse que essa prática, de forma isolada, não seria motivo para atuação do Banco Central, ao contrário do que chegou a ser divulgado após a liquidação da instituição.
Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular
A liquidação extrajudicial do Banco Master foi decretada em novembro. De acordo com o Banco Central, a medida teve como base a constatação de uma crise de liquidez, que impedia o banco de honrar compromissos financeiros dentro dos prazos estabelecidos. No fim de 2025, o BC encaminhou ao Tribunal de Contas da União um histórico do processo que levou à decisão.
Galípolo afirmou que, apesar de o Master ter baixa participação no mercado, a complexidade do caso exigiu acompanhamento detalhado. Segundo ele, a atuação do Banco Central foi cuidadosa, em linha com a responsabilidade de preservar a estabilidade do sistema financeiro. “Temos um aumento no número das instituições que estão sob supervisão do Banco Central e outras que não estão, em meio à redução significativa de pessoas e recursos”, disse Galípolo.
O presidente do BC também destacou a importância da autonomia institucional da autoridade monetária e da Polícia Federal, afirmando que, em 2025, o Banco Central reforçou a atuação voltada à estabilidade monetária e financeira.
“Garantir a autonomia do Banco Central e da Polícia Federal, muita gente pode dizer que é uma garantia constitucional. Mas ter essa certeza, essa tranquilidade, que vamos poder trabalhar com essa autonomia, sem que ninguém nos pergunte o que está sendo sugerido e garantir essa proteção do Presidente da República é bastante importante”, afirmou Galípolo.
*Estagiário sob a supervisão de Ronayre Nunes
Saiba Mais
