A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (25/2), a Operação Cliente Fantasma para aprofundar as investigações sobre uma instituição financeira suspeita de manter “clientes invisíveis” aos órgãos de controle e, com isso, facilitar a lavagem de dinheiro em São Paulo.
Segundo a corporação, a empresa permitia a realização de transações sem a identificação adequada de usuários e deixava de comunicar operações obrigatórias às autoridades responsáveis pela fiscalização. O nome da instituição e o volume de recursos sob suspeita não foram divulgados.
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Por determinação da Justiça Federal, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão na capital paulista e em Barueri, na Região Metropolitana.
As apurações indicam que a instituição mantinha clientes fora dos sistemas formais de monitoramento, dificultando o rastreamento de valores, o cumprimento de bloqueios judiciais e a repressão a atividades ilícitas. A suspeita é de que parte das movimentações esteja relacionada a organizações criminosas.
Os investigadores também identificaram indícios de omissões reiteradas no envio de comunicações obrigatórias ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), prática que, segundo a PF, teria contribuído para ocultar a origem dos recursos.
Os investigados poderão responder por crimes contra o sistema financeiro nacional, omissão de informações e lavagem de dinheiro. A operação é um desdobramento de apurações anteriores, e as diligências seguem para identificar todos os envolvidos e dimensionar o alcance das irregularidades.
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