TRIBUTAÇÃO

Arrecadação federal em março bate novo recorde e soma R$ 229,2 bi

Receita Federal recolhe R$ 229,2 bilhões em tributos e contribuições no mês de março e registra novo recorde histórico para o mês. No acumulado do trimestre, arrecadação soma R$ 777,1 bilhões e atinge novo pico da série iniciada em 2000

A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 229,2 bilhões, conforme dados informou a Receita Federal, nesta terça-feira (28/4). O resultado ficou levemente abaixo da mediana das projeções do mercado coletadas pelo Ministério da Fazenda no Prisma Fiscal, de R$ 230,2 bilhões. O dado de março representa aumento real 4,99% na comparação com o mesmo mês de 2025, descontada a inflação oficial medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Conforme dados da Receita, esse foi o melhor resultado para meses de março desde 2000, o início da série histórica.

A receita previdenciária, principal arrecadação dos cofres da União, somou R$ 61,8 bilhões e registrou crescimento real de 4,95% em março, frente ao mesmo mês de 2025. De acordo com os dados a Receita, o resultado foi puxado pela alta real de 2% da massa salarial em fevereiro de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025, além da expansão de 15,1% no montante de compensações tributárias com débito da receita previdenciária no mês passado, na comparação interanual.

A segunda maior arrecadação federal, as receitas com o Programa de Integração Social e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (PIS-Cofins), cresceram 4,35% na comparação com o mesmo período de 2025, totalizando R$ 48,1 bilhões. As receitas com o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), por sua vez, deram um salto de 50,06% acima da inflação frente a março de 2025, e atingiram R$ 8,347 bilhões. Esse foi o maior crescimento entre os tributos arrecadados.

"Esse desempenho decorre, principalmente, das operações de crédito, seguros e referentes à saída de moeda estrangeira, especialmente em decorrência de alterações legislativas implementadas em junho de 2025", informou a Receita, no relatório divulgado hoje.

A segunda maior taxa de crescimento de receita no mês ficou com o recolhimento do Imposto de Importação (II) e do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) vinculado à importação que, juntos, somaram R$ 12,7 bilhões. Esse dado ficou 31,56% acima do registrado em março de 2025, descontada a inflação – alta que reflete aumentos reais de 37,92% na alíquota média efetiva do Imposto de Importação, de 34,51% do IPI vinculado e de 21,69% no valor em dólares das importações. A queda de 8,97% na taxa média de câmbio limitou o aumento.

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No acumulado do trimestre, a arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 777,1 bilhões, dado 4,58% superior ao registrado no mesmo período de 2025, descontada a inflação do período. Segundo o órgão, é a maior arrecadação no primeiro trimestre desde 2000.

 

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